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Bohn Gass quer resposta da Prefeitura da Capital para moradores do Cristal

30/09/2011 07:48

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Bohn Gass quer resposta da Prefeitura da Capital para moradores do Cristal

            Afinal, qual será o tamanho das casas? Onde, exatamente, elas serão localizadas? Como fica a indenização dos moradores já que o bônus oficial estabelecido em 2007 - R$ 40 mil – está completamente defasado?

            Estas perguntas foram dirigidas à Prefeitura de Porto Alegre pelos moradores do bairro Cristal que serão atingidos pelas obras do Programa Integrado Sócioambiental (PISA), durante audiência pública que a Câmara de Vereadores realizou na última quinta-feira (29/9) na sede da Associação dos Amigos do Cristal. E como já acontece há cerca de um ano e meio, as respostas, mais uma vez, não vieram.

            A audiência, presidida pela presidente da Câmara, vereadora Sofia Cavedon (PT), foi marcada pela ausência dos secretários municipais ligados ao tema. Apenas representantes do segundo escalão participaram do encontro.  A Coordenadora do PISA, Márcia Rodrigues limitou-se a justificar o atraso por “problemas burocráticos” e Paulo Soares, do Dmae, esclareceu que as obras do departamento são  financiadas pela Caixa Econômica Federal, "por isso estão na frente das ações dos demais órgãos."

            As manifestações não satisfizeram os moradores. “Esperávamos, ao menos, a presença dos titulares do DMAB e do DMAE para dar uma satisfação aos moradores mas, novamente, as cadeiras ficaram vazias”, denuncia Lenemar Bastos, Presidente da Associação de Moradores da Icaraí II, uma das primeiras áreas que devem ser atingidas pelo projeto. Ainda conforme Bastos, todos os prazos estipulados pela Prefeitura estão vencidos e os moradores seguem na angústia da indefinição. “Em 20 de maio de 2009, houve uma grande cerimônia no Jóquei e ali ficou acertado que a Prefeitura teria 60 dias para fazer a licitação para a construção das novas casas e um ano e meio para concluir o projeto de reassentamento. Até agora, nada aconteceu”, diz ele.

            Sem as respostas, os moradores jogam, agora, suas esperanças no próximo dia 24 de outubro quando o tema deverá ser novamente debatido, desta vez na Comissão de Urbanização, Transportes e Habitação da Câmara Municipal.

            Para o deputado federal Elvino Bohn Gass (PT), que já esteve ao lado dos moradores do Morro Santa Teresa quando o Governo Yeda pretendia entregar a área à especulação mobiliária, se mostra preocupado com a situação do Cristal: “O PISA, até agora, tem sido apenas uma promessa para a cidade e um transtorno para os moradores. Executá-lo na totalidade, significa garantir moradia digna para as pessoas que estão nas áreas atingidas.”

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