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CPI das Carnes

06/10/2003 12:00

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A situação do Grupo Chapecó, de Santa Catarina, deverá ser discutida pela CPI das Carnes na próxima segunda-feira (13). Alex da Fontoura, ex-presidente do grupo argentino Macri, que controla a rede de frigoríficos brasileiros, deverá prestar esclarecimentos aos deputados sobre as negociações envolvendo a venda da empresa caterinense. Também estão sendo chamados a depor representantes do BNDES e credores do Chapecó.

O vice-presidente da CPI, Elvino Bohn Gass (PT), afirma que o objetivo da Comissão de Inquérito é apurar as causas do endividamento do grupo e a forma de utilização de recursos públicos pela empresa. Entre 1999 e 2002, o Chapecó contou com aporte de U$S 390 milhões de dólares, através do BNDES, segundo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU). Para Bohn Gass, pairam diversas dúvidas sobre as operações financeiras envolvendo o banco público e o grupo que, na época, estava em situação pré-falimentar e com cadastro irregular. Os financiamentos foram disponibilizados durante a mudança do controle acionário da empresa, que passou para o grupo argentino Macri. Os recursos deveriam ser usados para a capitalização da companhia, aquisição de outras empresas, alongamento de dívidas e financiamento de capital de giro. O vice-presidente da CPI alerta, no entanto, que a utilização dos recursos não foi comprovada pela empresa e está sendo investigada pelo TCU.

Reabertura de unidades

A venda do Chapecó e a reabertura de unidades, inclusive em Santa Rosa, depende de acordo com credores. Conforme Bohn Gass, as negociações sendo encaminhadas para garantir a retomada das atividades da empresa e a reativação da maioria de suas unidades. O interesse da CPI é verificar quais são as principais dificuldades na negociação com a empresa francesa Dreyfus, principal interessada em adquirir a rede de frigoríficos catarinense, explica.

A CPI deverá ouvir também representante da Secretaria da Fazenda sobre a tributação de carnes e derivados no Rio Grande do Sul.

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