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Parmalat

16/02/2004 12:00

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O deputado Elvino Bohn Gass (PT) diz que o interesse manifestado pela Elegê para arrendamento da planta da Parmalat em Carazinho, ou de qualquer outra empresa que detenha participação relevante no mercado, traz consigo um risco muito alto tanto para as próprias empresas interessadas quanto para todo o setor leiteiro gaúcho. O risco, conforme o parlamentar, que foi vice-presidente da CPI do Leite na Assembléia Legislativa, é de que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) - autarquia vinculada ao Ministério da Justiça - venha a considerar o arredamento como uma concentração de mercado, prática já denunciada pela CPI do Leite, flagrantemente prejudicial à concorrência e, portanto, ilegal no Brasil. "Temos um exemplo bem recente que é a decisão do CADE de ordenar à Nestlé que venda a Garoto pelo mesmo motivo. É bom lembrar, contudo, que a Nestlé tinha ciência do risco de a operação não se confirmar quando a executou," assinala Bohn Gass.

O deputado considera que a melhor saída para viabilizar a planta de Carazinho é o arrendamento ou mesmo a compra por parte das cooperativas gaúchas. "Estamos ultimando com o governo federal, através do Ministério do Desenvolvimento Agrário e do BNDES, um plano que possa viabilizar o negócio para as cooperativas. Nos próximos dias devemos apresentar o projeto completo, que deverá consolidar o interesse de outras cooperativas, inclusive das mais tradicionais do Estado. Caso contrário, os maiores prejudicados serão os próprios produtores," alerta Bohn Gass.

Segundo o petista, o plano que será apresentado nos próximos dias vai detalhar também as formas de participação do governo do Estado e das cooperativas interessadas. "Se houver a concretização do arrendamento pela Elegê ou por qualquer outra grande empresa do setor, toda a cadeia leiteira pode ser jogda na instabilidade assim que o CADE analisar o negócio", encerra Bohn Gass.

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