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Crise da Parmalat

03/03/2004 12:00

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Não houve reunião da Comissão de Representação Externa de acompanhamento da crise da Parmalat nesta quarta-feira (3). No entanto, o coordenador do grupo, deputado Elvino Bohn Gass (PT), adiantou sua proposta de plano de atividades. A primeira delas, programada para a próxima quinzena, é uma audiência pública em Carazinho, onde está instalada uma planta da multinacional.

O deputado informa que a data será confirmada de acordo com as possibilidades de agenda dos deputados federais Waldemir Moka (PMDB-MS) e Assis Miguel Couto (PT-PR), presidente e relator, respectivamente, da Comissão Especial da Câmara Federal que investiga o caso em nível nacional. A intenção é que eles também participem da visita. "Devemos trabalhar em contato direto com a comissão da Câmara", afirmou Bohn Gass.

O parlamentar esteve em Brasília na terça-feira (2), acompanhado pelo deputado Márcio Biolchi (PMDB), para trocar informações com Moka e Couto. "Apenas 7% das atividades da Parmalat no país eram lucrativas, segundo levantamentos. Os balanços da empresa eram negativos nos últimos cinco anos. Isso pode ser um indício de evasão de recursos", disse Bohn Gass.

O petista afirmou que um dos objetivos da Comissão de Representação Externa instalada na Assembléia Legislativa é desenvolver sugestões de políticas públicas para o setor de produção leiteira. "Vamos aproveitar a crise que estamos vivendo para debater o modelo de concentração nesse mercado", disse. Bohn Gass adiantou que existem cinco interessados em arrendar a planta de Carazinho, sendo que um deles é um grupo de cooperativas. O coordenador pretende ouvir todos esses pretendentes nos trabalhos da comissão.

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