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Fenasoja

04/05/2004 12:00

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O vice-líder da bancada do PT na Assembléia Legislativa, deputado Elvino Bohn Gass, ocupará a tribuna da Assembléia Legislativa, nesta terça-feira (04), para fazer uma homenagem aos 80 anos da introdução dos primeiros grãos de soja em lavouras gaúchas e à Feira Nacional da Soja - Fenasoja, que está acontecendo em Santa Rosa desde o dia 1º de maio. Abaixo o discurso de Bohn Gass na íntegra:


Senhoras deputadas, senhores deputados,

ocupo hoje esta tribuna para fazer uma saudação a um evento que me é muito familiar.

Estou falando da décima quinta edição da Feira Nacional da Soja, a nossa tão prestigiada Fenasoja, que acontece na minha estimada Santa Rosa do dia 1º ao dia 9 deste mês de maio

Este ano, numa parceria com a empresa Agco, a Fenasoja vai fazer o leilão de um trator. E a renda que será revertida para o programa Fome Zero do Governo Lula.

Mas o que me traz a esta tribuna não são apenas os 15 anos da feira, o que já seria suficiente para uma grande comemoração.

Venho aqui também para comunicar aos senhores e às senhoras, que a feira deste ano relembra um fato de importância histórica para a agricultura gaúcha:

agora, em 2004, estamos comemorando os 80 anos da introdução da soja em nosso Estado.

É por isso que a edição deste ano vai homenagear, entre outros, a família do pastor Albert Lehenbauer, da Igreja Evangélica Luterana, que distribuiu a seus congregados os primeiros grãos trazidos dos Estados Unidos, no longínquo ano de 1923.

Assim, em 1924, eram colhidos na localidade chamada Linha 15 de Novembro, na então Colônia de Santa Rosa, os primeiros grãos de soja.

Anos depois, para aumentar a produção, foram encomendados 2 quilos de soja pelos agricultores Gustavo Bessel, Bruno Schwarz, Johan Müller e Emmanuel Brachmann, que após a colheita redistribuíram as sementes através do pastor, de forma a que mais agricultores plantassem.

Nesta época, a cultura ainda não tinha uso mais efetivo. Alguns torravam seus grãos para substituir o café; outros davam os grãos de alimento aos porcos. Mas mesmo sem um mercado seguro, a soja se expandiu pela região.

Foi então que surgiu, na história da soja gaúcha, a figura de Sheun Ming Ling.

A bordo de um Jipe, Ling percorreu as estradas da região, levando pequenos sacos de 1 quilo do grão para distribuir aos agricultores.
Empreendedor, Ling assumiu uma pequena fábrica de óleo bruto em Santa Rosa - a Igol - e em pouco tempo a transformou numa das maiores empresas do setor no Estado.

Percebendo a futura importância desta cultura para a economia brasileira, a comunidade criou então, em 1966, a Festa Nacional da Soja, a nossa Fenasoja, que ao longo dos anos se transformou numa das maiores feiras de tecnologia e negócios do Sul do Brasil.

O sucesso deste evento, porém, é fruto do trabalho de muita gente. Em nome do prefeito Alcides Vicini, quero aqui saudar todos os agentes políticos que, de um modo ou outro, contribuiram para a expensão da nossa feira.

E peço licença para nominar aqui também, começando pelo presidente atual, Alexandre Moroni, todos os ex-presidentes das comissões organizadoras da Fenasoja: cito então,
WILLY KLAUS, presidente das duas primeiras edições.
EUGENIO PILZ
CAMILO BELTRAME
NILSO GUIDOLIN
ADIL MANJABOSCO
JOAO ALBERTO PULCINELLI
PEDRO CARPENEDO
HERBERTO WERNER
ROGERIO KERBER
SERGIO MALLMANN
SERGIO LUNARDI
LOURIVAL BUBLITZ
E ALVARO EIDT

Graças a estes senhores e as comissões por eles comandadas, e muito especialmente graças ao esforço dos agricultores e agricultoras da nossa região, podemos hoje comemorar a consolidação da soja como incentivadora de outros empreendimentos.

Foi a sojicultura a responsável, por exemplo, pelo lançamento das bases do atual pólo metal-mecânico implantado na região Noroeste, considerado o terceiro no Estado.

Primeiro, foram os pequenos implementos. Depois, a produção evoluiu para as trilhadeiras, oferecendo uma solução local para a difícil tarefa de colher.
Em meados da década de 60 do século passado, a região ingressou na efetiva mecanização da lavoura. Surgiu em Horizontina, na fábrica da SLC, a primeira colhedeira (colheitadeira, em nossos dias) produzida no Brasil.
Depois disso, o espírito empreendedor daquela região, associado às facilidades da tecnologia, fizeram surgir uma enorme quantidade de novos produtos que atendem a demanda dos sojicultores, hoje espalhados por todo o nosso Brasil. Brasil este que, aliás, é hoje o maior exportador mundial deste grão.
Então, 80 anos depois, podemos dizer com segurança que o pastor Lehenbauer não trouxe apenas alguns grãos de soja para o Rio Grande do Sul. Na verdade, na bagagem de Lehenbauer, o que veio foi uma grande riqueza para milhares de homens e mulheres que vivem da terra

É uma imensa riqueza para este enorme país.
Por tudo isso, só há uma coisa a dizer: muito obrigado a todos os que fizeram, fazem e certamente farão, a grandeza da Fenasoja.

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