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Sessões extraordinárias

05/05/2004 12:00

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"Se eu soubesse que o fim da remuneração extraordinária não era aprovado antes, apenas porque o autor era um petista, já teria sugerido há muito tempo que outro partido apresentasse a proposta." Assim, com ironia, o deputado Elvino Bohn Gass (PT) comemorou ontem (5) a aprovação unânime do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) que acaba com a remuneração dupla dos deputados para os casos de convocação extraordinária da Assembléia Legislativa.

Na condição de líder da bancada do PT em 2000, Bohn Gass tentou fazer tramitar uma proposta exatamente igual a que foi aprovada ontem. "Não consegui sequer reunir as 19 assinaturas para fazer tramitar a PEC. Na época, além das assinaturas dos petistas, só recebi o apoio da Jussara (Cony, do PCdoB) e do Bernardo (de Souza, do PPS)," conta o deputado petista.

Bohn Gass, que desde 1997 quando assumiu uma vaga na bancada petista, até hoje, sempre devolveu os valores recebidos a título de remuneração extraordinária, chama a atenção para a economia que o Estado fará com o fim deste pagamento que considera "um privilégio inexplicavelmente injusto": salário de um deputado - R$ 9.540,00 X 55=R$ 524.700,00. "Se houver apenas uma convocação por ano, a economia ficará então em 2 milhões, 98 mil e 800 reais. Ora, para um Estado que cata migalhas para pagar o funcionalismo, uma economia superior a 2 milhões não pode ser desprezada," dispara Bohn Gass.

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