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Universidade Estadual

15/12/2004 12:00

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Deixaremos de usar a palavra desmonte para descrever o que Rigotto está fazendo com a Uergs quando este governo interromper, de fato, a desconstrução da Universidade, assim o deputado Elvino Bohn Gass (PT) reagiu às afirmações do reitor da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, Nelson Boeira, durante audiência que uniu ao redor deste tema as Comissões de Serviços Públicos e de Educação da Assembléia Legislativa, durante toda a manhã desta terça-feira (14).

Bohn Gass rebateu as respostas de Boeira a estudantes da instituição que, preocupados com o fim de cursos, vestibulares e convênios, questionaram a reitoria sobre o futuro da universidade. O reitor havia pedido que o termo desmonte não fosse utilizado porque, segundo ele, passaria a idéia de que a Uergs pode ter seus trabalhos interrompidos. justificou também que os vestibulares foram suspensos somente para cursos em processo de avaliação pelo Conselho Estadual de Educação e que os convênios entre Uergs e instituições privadas estariam sendo desfeitos porque o custo para a compra de vagas compromete cerca de 15% do orçamento da Uergs e deverá se elevar a 20% no próximo ano. Mas nenhum aluno ou curso será prejudicado e a Universidade seguirá se expandindo, decretou.

Na seqüência, Bohn Gass corrigiu o que considerou um equívoco na fala de Boeira. Convênio e compra de vagas são coisas diferentes. Pela compra clássica, quem dirige os cursos não é a Uergs. Mas este não é o caso do acordo que a Universidade mantinha com a Unijuí e que foi cancelado recentemente. Alí, tratava-se de um convênio pelo qual eram realizados os cursos de Química Industrial de Alimentos em Santa Rosa e de Engenharia Mecânica em Panambi, detalhou.

O reitor ainda tentou argumentar que os convênios privavam a Uergs de decisões como a elaboração dos vestibulares, a escolha dos professores e a distribuição dos diplomas, que ficariam a cargo das instituições conveniadas. No entanto, a correção partiu de Fábio Lemes, integrante do DCE da Unijuí no campus de Panambi. A parceria com a Unijuí permitia a Uergs indicar um nome de seu quadro para dirigir os cursos oferecidos em conjunto. Mas a Universidade nunca designou ninguém para a função, contou o estudante de Engenharia Mecânica.

Como vimos, na região temos dois cursos e centenas de estudantes prejudicados, sem saber como e onde terão aulas ou qual será o futuro da universidade onde estudam. E a reitoria não respondeu essa questão de forma convincente. Também não é razoável a explicação de não se fazer vestibular para um curso que esteja em análise porque esta avaliação pode perfeitamente ser realizada sem que se cancele o curso o que, aterroriza os estudantes. Infelizmente, não estamos convencidos de que as ações deste governo não sejam pelo desmantelamento da Uergs. Continuarei atento a esta situação no Legislativo, concluiu Bohn Gass.

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