Cadastra-se para receber notícias
Reajustes salariais

22/04/2005 12:00

Tamanho da fonte

"Os deputados da base de Rigotto parecem estar vivendo numa ilha da Fantasia da qual não fazem parte nem os professores e brigadianos com seus salários de fome". A manifestação indignada é do deputado Elvino Bohn Gass (PT) e se refere à votação ocorrida no último dia 19 de abril, quando deputados da base de sustentação do governador aprovaram reajustes salariais para juizes, procuradores e conselheiros do Tribunal de Contas e para os funcionários dos poderes Judiciário, Legislativo e ainda Ministério Público. Segundo Bohn Gass, na prática, a decisão dos deputados significa que "quem já detém as mais altas remunerações do Estado, vai ganhar ainda mais, aumentando a diferença entre os maiores e os menores salários pagos pelo Tesouro gaúcho."

O petista lembra que no Ministério Público, a média salarial é de R$ 9.300,00, no Judiciário é de R$ 6.400,00 e no Legislativo fica em torno de R$ 5.700,00. "Além do mais, esta parte do funcionalismo tem tido reajustes anuais, com um índice acumulado de 40%, no caso do Tribunal de Contas, Judiciário e Ministério Público e de 33,5% na Assembléia Legislativa. Já os servidores do Executivo, entre eles brigadianos e professores, terão apenas 10% de reajuste, e ainda em três parcelas. É um absurdo!" constata Bohn Gass.

Na mesma sessão, outra decisão da base de Rigotto não teve a concordância do deputado petista. Trata-se da substituição de um concurso público que previa a contratação de 389 auxiliares de juizes por uma autorização para que os magistrados contratem, pessoalmente, 635 cargos de confiança (CCs). "Meus colegas cederam ao lobby dos magistrados. Sou favorável à contratação de auxiliares para os juizes, mas por concurso", encerra Bohn Gass que ainda se diz surpreso com o anúncio feito pelo chefe da Casa Civil de que o governador Rigotto não vai se posicionar sobre o projeto dos reajustes. "Para mim, fica nítido que há uma crise, e uma crise grave, entre o Governo e a sua base de sustentação na Assembléia. Para não ficar mal com o restante do funcionalismo que ganha uma miséria, Rigotto não se posiciona.

Ora, se quisesse mesmo evitar o aumento dos que ganham mais deveria ter orientado sua bancada a votar contra. Não fez isso e agora quer posar de bom moço," desabafa o deputado.

Compartilhe:

  • Facebook
  • Share on Twitter