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Bohn Gass: “Agricultura gastou R$ 12,3 bilhões com 1 milhão de toneladas de agrotóxicos em 2010”

25/10/2011 06:43

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Bohn Gass: “Agricultura gastou R$ 12,3 bilhões com 1 milhão de toneladas de  agrotóxicos em 2010”

O deputado Elvino Bohn Gass (PT) conclamou, nesta terça-feira (25/10), na Câmara Federal, a sociedade brasileira a integrar os comitês “Contra o Uso de Agrotóxicos e Pela Vida” que começam a ser formados em todos os estados. Lembrando que o Brasil é, atualmente, o primeiro no ranking mundial de consumo de agrotóxicos, Bohn Gass disse que segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola, em 2010, um milhão de toneladas de agrotóxicos foram despejadas nas lavouras do país.

            “É uma quantidade tão grande de veneno que este problema extrapola o setor agrícola e deve ser objeto de preocupação das áreas de saúde, meio ambiente e, até de comércio, já que 80% do mercado de venenos se concentra nas mãos de apenas seis grandes empresas transnacionais – Monsanto, Syngenta, Bayer, Dupont, DowAgrosciens e Basf.”

            Com relação à saúde, o deputado apresentou outro dado alarmante: os agrotóxicos já ocupam o quarto lugar no ranking de intoxicações. “Ficam atrás, apenas, dos medicamentos, acidentes com animais peçonhentos e produtos de limpeza. E as fórmulas desses venenos podem causar enfermidades gravíssimas como esterilidade, mutagenicidade, câncer, distúrbios neurológicos, respiratórios, cardíacos, pulmonares, dentre outros agravos à saúde.”

            Mais uma informação estarrecedora levada por Bohn Gass ao plenário tem como fonte a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim): em 2010, o Brasil gastou 7 bilhões de dólares (ou 12,3 bilhões de reais pela cotação de 25/10) na compra de agrotóxicos. Segundo o deputado, é um valor exorbitante que contrasta com a baixa aplicação de recursos em pesquisa e assistência técnica para a produção de alimentos orgânicos.

            “A questão de fundo é a do modelo agrícola. Estamos evoluindo. Já temos muitas experiências bem sucedidas de agricultura sem veneno. Precisamos direcionar, cada vez mais, nossas pesquisas e recursos na busca de uma qualidade superior na alimentação. Infelizmente, não ainda conseguimos fugir da monocultura exportadora que concentra renda e exige cada vez mais venenos. Mas é no sentido contrário que devemos caminhar”, finalizou Bohn Gass.

João Manoel de Oliveira – maneco1313@gmail.com – (61) 9303 0591

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