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Economia Solidária

07/03/2006 12:00

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Apesar de, em novembro do ano passado, ter aprovado o projeto do deputado Elvino Bohn Gass (PT) que cria a Política Estadual de Fomento à Economia Solidária por 39 votos favoráveis e apenas um contrário, na sessão desta terça-feira (7), a Assembléia Legislativa recuou e manteve o veto do governador Rigotto a esta iniciativa. Foram 27 votos pela derrubada do veto e 19 a favor. Como seriam necessários 28 votos para derrubar o veto, pela falta de um voto a Economia Solidária continuará sem uma política estadual que lhe garanta estímulo.

Para o deputado Bohn Gass, "apesar do apoio dos deputados do PDT, do PFL e de parte do PP, foram as bancadas do PMDB, do PSDB e do PTB, ou seja, a base governista mais fiel a Rigotto, que impediu a criação de uma política que viria amparar mais de 40 mil trabalhadores e trabalhadoras solidárias do Estado. Infelizmente, esta votação comprova que a opção da administração comandada pelo PMDB não são os mais necessitados, mas os grandes, os ricos, os amigos do rei".

Segundo Bohn Gass, aqueles parlamentares que, em novembro, haviam dito "sim" à criação de uma Política Estadual de Fomento à Economia Popular mas que agora aceitaram o "não" do governador, "perderam uma grande oportunidade de legislar em favor do povo". Isto porque, conforme o deputado, "o projeto visava justamente criar condições legais para que um setor formado por pessoas humildes fosse amparado pelo poder público. E é por situações como esta que o desempenho econômico do Rio Grande do Sul cresce como cola de cavalo, sempre para baixo".

Bohn Gass diz ainda que, apesar da falta de uma política oficial, a Economia Solidária "sobreviverá e um dia será compreendida, apoiada a respeitada pela maioria do parlamento. Isto porque o que move estas pessoas é, acima de tudo, a coragem de lutar contra a exclusão e a vontade de ajudar a criar um mundo onde o lucro não seja de uns poucos, mas de todos os que participam de fato da geração das riquezas."

Ao final da votação, Bohn Gass recebeu inúmeros telefonemas de empreendedores, acadêmicos e religiosos que lamentaram a decisão da Assembléia e aproveitaram para reafirmar seu apoio a este tipo de economia que inverte a lógica do mercado onde poucos ganham muito e muitos ganham pouco.

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