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Agricultura familiar

27/03/2006 12:00

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Na última quinta-feira (23), os representantes dos Sindicatos de Trabalhadores Rurais ligados a CUT Missões, José Luís Seger, de Santo Cristo; Iranir Olsson, de Porto Lucena; Wanderli Lopes, de Caibaté; e Adelmo Fonseca, de Santo Ângelo estiveram na capital em audiências na Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) e nos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e do Desenvolvimento Agrário (MDA). Representando o Fórum dos Rurais da CUT Missões, os dirigentes vieram apresentar aos órgãos uma carta com a pauta de reivindicações da agricultura familiar para o próximo período. As reuniões foram articuladas pelo gabinete do deputado Elvino Bohn Gass (PT).

No documento, os sindicalistas reivindicam crédito especial emergencial nas linhas do Pronaf, por parte do Governo Federal, e equalização dos juros para zero, por parte do governo do Estado; reparcelamento das dívidas de investimento do Pronaf A,B,C,D, E e do Proger até R$ 70.000, RS Rural e Banco da Terra; preços mínimos para os produtos da agricultura familiar, assegurando a cobertura dos custos de produção e garantias de renda para os agricultores; implantação de Planilha Pública de preços do leite no RS, evitando a especulação das empresas do setor privado; a implantação do projeto do Fundoleite RS; rebate de 50% no Troca-troca para sementes de milho safra 2005/2006 e liberação de sementes de forrageiras de inverno pelo programa. “É preciso que o Estado assuma juro zero do Pronaf, a exemplo do que fora o programa Mais Alimento, e que tenhamos preços mínimos para milho, trigo, suínos. As empresas de leite, por exemplo, costumam ter preços diferenciados para o produto onde não há disputa de mercado”, detalhou Seger.

Na SAA, o secretário Odacir Klein, que está em vias de deixar o órgão para candidatar-se, comprometeu-se a encaminhar a carta ao futuro titular da pasta, que ainda não foi definido por Rigotto. “Sobre as forrageiras, na próxima terça-feira tenho audiência com a secretaria da Fazenda para tratar da questão das sementeiras e do recurso para a compra das sementes”, informou Klein.
Pelos ministérios, os delegados do MDA, Nilton Pinho de Bem e da Agricultura, Francisco Signori, mostraram-se sensíveis às reivindicações dos dirigentes. " Temos de atender a agricultura familiar, na medida do possível, promover a diversificação de culturas”, disse Signori, que prometeu analisar o documento e encaminhá-lo à Brasília. Da mesma forma, Pinho de Bem: “Compreendemos as dificuldades do setor e estaremos repassando ao Ministro Rossetto as solicitações contidas neste documento”, ressaltou o delegado do MDA.

“Avaliamos que este será um ano difícil devido à queda na produção e à baixa dos preços. Entendemos que o papel dos sindicatos do Fórum é pautar estas questões, destacando a importância dos agricultores familiares na produção de alimentos no país . Por isso, estamos organizados em defesa do setor”, finalizou Seger.

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