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Habitação

27/03/2006 12:00

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A liberação de recursos, pela Secretaria Estadual de Habitação, para finalizar obras em 98 habitações rurais de agricultores organizados pela Associação dos Sindicatos de Trabalhadores Rurais Fronteiriços (ASTRF) e CUT-Missões parece estar perto de um desfecho positivo. Desde 2004, quando a Central de Cooperativas da Agricultura Familiar (Crecaf) assinou protocolo de intenções com o Governo do Estado para construção de casas populares rurais em 15 municípios da região, o caso vem se arrastando no órgão público, onde documentos encaminhados pela entidade, através da qual serão liberados os recursos do Estado, chegaram a ser extraviados. Na tarde de quinta-feira (23), após reunião com o diretor do departamento de Cooperativismo da Secretaria, Roger Araújo, os representantes da CUT- Missões e ASTRF, José Luís Seger, Iranir Olsson, Adelmo Fonseca e Wanderli Lopes conseguiram destrinchar o caso, resgatar os papéis que haviam sido perdidos e definir os documentos que ainda faltam para que as famílias beneficiadas recebam os R$ 1,5 mil referentes à parte do Estado no acordo. A audiência com o órgão foi articulada pelo gabinete do deputado Elvino Bohn Gass (PT). “Reunimos atas, negativas e certidões que nos tinham solicitado, mas insistimos na recuperação dos papéis que a Crecaf enviara quando da assinatura do protocolo e, com a ajuda do diretor, acabamos localizando tal pasta”, contou Seger.

A confusão aconteceu em função de os documentos da Crecaf terem sido encaminhados na Secretaria, à época, por uma funcionária que se licenciou por questões de saúde tempos depois. “Dizíamos que os papéis já tinham sido apresentados, mas o diretor Roger não os encontrava porque a funcionária que nos atendeu permanece licenciada. Insistimos nisto e, por sorte, a documentação estava entre os arquivos da funcionária”, contou Lopes.

Pelo acordo, a Central arcou com R$ 1,5 mil por família, recurso que foi utilizado para iniciar as construções há dois anos. Ao governo Rigotto cabe contrapartida de igual valor para as obras. “Grande parte das casas está praticamente pronta. Inclusive, há famílias que já estão morando nos locais. Mas falta o acabamento, reboco, banheiros, etc. Com a liberação do dinheiro por Rigotto, as famílias poderão finalizar os serviços”, lembrou Iranir Olsson.

Após a conferência dos documentos, os dirigentes foram informados de que faltam apenas mais alguns formulários para que o processo esteja completo. “O mais complicado já foi feito. Precisamos apenas atualizar algumas certidões que tiveram o prazo vencido porque foram apresentadas ainda em 2004. Temos condições de, já na próxima semana, concluir este processo. Aguardaremos apenas o Governo do Estado, lembrando que, em fevereiro, durante a ocupação da Coordenadoria de Agricultura, em Santa Rosa, o governo Rigotto disse que pagaria os beneficiários até o final de abril. Caso isso não aconteça, as mobilizações serão retomadas”, avisou Seger.

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