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Agricultura

06/04/2006 12:00

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O pacote de medidas anunciadas nesta quinta-feira (06) pelo governo federal para atender as dificuldades atuais de comercialização e produção agropecuária agradou o presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembléia Legislativa, deputado Elvino Bohn Gass (PT). "Ao oferecer condições muito favoráveis para a renegociação das dívidas de custeio e de investimento e ainda ao garantir recursos para a comercialização dos produtos que tem problemas de preço, o Governo Lula prova, mais uma vez, que a agricultura é prioridade de sua administração", avaliou Bohn Gass. Segundo ele, uma das razões mais fortes para crise que a agricultura vive neste momento "foi o desmonte dos instrumentos do Estado" nos governos federais que antecederam Lula. "A desconstituição do Estado como agente capaz de intervir na questão do preço, da armazenagem e da compra, por exemplo, é fruto das políticas liberalizantes, especialmente dos governos de Collor e FHC. Muitos dos que hoje clamam por ações do Governo Federal defendiam estas políticas. O Governo Lula tem, portanto, hoje, dois trabalhos: além de atender as emergências do setor, precisa, simultaneamente, reorganizar o aparelho do Estado".
O deputado chama a atenção para os valores do pacote anunciado hoje - R$ 1,238 bilhão de incentivo à comercialização; R$ 5,7 bilhões de crédito para comercialização para estocagem através de Empréstimos do Governo Federal (EGF), Linha Especial de Crédito e Comercialização (LEC) e outras linhas à taxa de juros de 8,75% ao ano e ainda a prorrogação das parcelas de crédito de custeio e investimento vencidas ou a vencer em 2006 que perfazem um total de R$ 7,2 bilhões - avaliando-os como "muito significativos embora, obviamente, não resolvam todos os problemas do setor. Mesmo assim, é muito dinheiro".

Também a destinação de R$ 238 milhões para a compra de produtos da agricultura familiar através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) terá, segundo Bohn Gass, "um impacto direto na vida dos agricultores familiares".

Por fim, Bohn Gass concorda que a taxa de juros alta ainda é um agente causador de problemas para a agricultura, mas, ao mesmo tempo, lembra que preços como o da soja, que é um commoditie, são fixados internacionalmente "amarrando as mãos do Governo Federal".

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