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Trabalho

16/05/2006 12:00

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A proposta do Governo Rigotto de reajustar em 6,76% o salário mínimo regional está sendo considerada "indigna" pelo deputado Elvino Bohn Gass (PT). Nesta terça-feira (16), Bohn Gass e outros deputados do PT, PCdoB, PSB e PDT reuniram-se com as direções da CUT, Força Sindical, CAT, Fetag, Fórum das Federações, Intel (Sindicato dos Telefonistas) e a líder do governo Rigotto no Legislativo, deputada Maria Helena Sartori (PMDB), para pedir que a administração estadual reveja o índice proposto. "O governo Rigotto só se movimenta quando é para atender os desejos dos grandes empresários. De resto, segue paralisado. Agora mesmo, apresenta um índice de reajuste para o mínimo regional que é quase três vezes inferior ao do mínimo nacional (16,76%). É um retrocesso até mesmo em comparação com os reajustes anteriores do próprio Rigotto" apontou Bohn Gass. Em 2003 e 2004, os índices para o mínimo regional foram iguais ao do mínimo nacional. Em 2005, o mínimo nacional foi reajustado em 15,38% e o regional caiu para 10,8%. "O que se percebe é uma tendência para menos que, a permanecer, vai acabar de vez com o mínimo regional", denunciou Bohn Gass.

Diante da insatisfação geral manifestada por trabalhadores e parlamentares, a deputada Maria Helena comprometeu-se, mais uma vez, a discutir o reajuste com o Governo. Assim, o projeto que deveria ser votado ainda esta semana, só deve entrar na pauta dos deputados na semana que vem.

Na reunião, Bohn Gass afirmou que, se fosse mantida a média de reajustes do mínimo regional concedidos durante o Governo Olívio, Rigotto deveria ter enviado um projeto com um reajuste de 19,47%. "Os dados são do Dieese e mostram o quanto os trabalhadores das categorias atingidas pelo mínimo regional vêm sendo prejudicados pela subserviência do governo Rigotto aos interesses dos poderosos", concluiu o deputado petista.

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