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Magistério

24/05/2006 12:00

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Apesar de ter dado parecer favorável (na Comissão de Constituição e Justiça - CCJ) ao projeto do Governo do Estado que abona as faltas dos professores e funcionários de escola que fizeram greve no início do ano letivo, o deputado Elvino Bohn Gass (PT) denuncia que o acordo fechado com o magistério para o fim da paralisação não está sendo cumprido na íntegra. "O projeto aprovado na CCJ é constitucional e, portanto, não havia outro parecer a ser dado. Mas ele é apenas uma parte do acordo. A outra, que inclui promoções de 1999 dos funcionários de escola e as nomeações do atual Plano de Carreira, ainda não foi cumprida."
Em documento enviado ao deputado Bohn Gass, o CPERS-Sindicato reclama que dois professores que atuam no município de Três Passos (Elfrid Hari Hepp e Katiúscia Andréia Bundscher) e uma professora que trabalha em Porto Alegre (Elaine Zuchetto D`Agostini) ainda não tiveram suas punições revogadas pelo Estado. "Como o acordo incluía o fim da toda e qualquer punição, estou encaminhando o documento do CPERS à liderança do Governo aqui na Assembléia exigindo que sejam tomadas providências imediatas, inclusive quanto aos repasses de verbas para as escolas cuja regularização estava prevista no acordo mas que também não vem sendo atualizada", disse o deputado petista.
Bohn Gass lembra que o Governo Rigotto tem feito propagandas de TV onde chama para a sua administração o fato de o Rio Grande do Sul ter a melhor educação do país. "Não é por acaso que nossa educação é a melhor. Porque lutar também é educar", diz o deputado, repetindo um bordão que o próprio CPERS usa em suas mobilizações. "Muito do que se evoluiu na educação do Estado é fruto das lutas do CPERS e quase nada é fruto do governo Rigotto que, além de tudo, diminuiu as verbas da educação", encerrou o deputado.

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