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Silvicultura

02/05/2007 12:00

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Os técnicos da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) responsáveis pela elaboração do Zoneamento Ambiental para Silvicultura no Rio Grande do Sul vão apresentar a colegas de outras fundações, ambientalistas, jornalistas e políticos, detalhes de como foi realizado o trabalho que agora vem sendo questionado pelas multinacionais de celulose. A apresentação será feita na próxima quinta-feira (03), às 8h30min, na sede do Semapi (Lima e Silva, 280) durante um café da manhã com produtos orgânicos produzidos por trabalhadores da agricultura familiar.

O Semapi é o sindicato ao qual estão vinculados os trabalhadores de todas as fundações públicas do Estado, como é o caso da Fepam. Queremos provar que as críticas que vêm sendo disseminadas pelas empresas de celulose sobre o trabalho dos funcionários da Fepam na elaboração do zoneamento, na verdade, não são questionamentos técnicos, mas interesses econômicos contrariados, diz Paulo Mendes, diretor do Semapi.

Defensor intransigente da obediência à legislação ambiental, o deputado Elvino Bohn Gass (PT) já confirmou presença no café da manhã do Semapi. A governadora Yeda criou um grupo de trabalho para revisar o zoneamento. Ora, desde quando se revisa um trabalho recém concluído? A revisão deve ser feita antes da apresentação à sociedade e isto o governo Rigotto já fez. Fica nítido que o que Yeda está chamando de revisão é, na verdade, uma adequação do zoneamento aos interesses das empresas. Agora, Yeda quer trocar os titulares da Fepam e da própria secretaria de Meio Ambiente. Ela quer licenciar a qualquer custo, mesmo que este custo seja o futuro. É um escândalo. Por isso estamos dando todo o apoio ao movimento de valorização dos técnicos da Fepam, declara.

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