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Santa Rosa

20/06/2007 12:00

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Diante da notícia de que o governo estadual pode extinguir o CRPO de Santa Rosa, o vice-líder da bancada do PT na Assembléia Legislativa, deputado Elvino Bohn Gass, está encaminhando um pedido de informações ao Comando Geral da Brigada Militar para confirmar se a medida será efetivada e, no caso de resposta afirmativa, com quantos policiais militares a mais o município poderá contar. Sim, porque uma medida desta ordem só pode ser justificada se for para garantir mais policiamento nas ruas. Do contrário, a região se sentirá ainda menos protegida do que é hoje, argumenta.

Para o deputado, ao aventar a possibilidade de extinguir o Comando Regional, o governo dá mais uma prova de que a tal economia que Yeda propagandeia vem sendo feita às custas dos serviços essenciais. Bohn Gass diz que, ao contrário do que a governadora tenta fazer crer, a criminalidade só aumenta no Rio Grande do Sul. Por isso, é inaceitável que se façam cortes na área de segurança, justifica.

O petista diz ainda que o atual governo do Estado não demonstra qualquer convicção na política de segurança pública que adota e lembra que o primeiro secretário nomeado para o cargo, deputado Enio Bacci, deixou a administração acusando Yeda de não combater a corrupção policial. No dia seguinte, o novo secretário passou a dizer que esta era uma de suas bandeiras. Como acreditar num governo que um dia diz uma coisa e no dia seguinte outra? Ora, esta é uma área em que não se pode titubear, e justamente por isso, é preciso muita cautela na hora de sair por aí extinguindo organismos, sentencia.

Por fim, Bohn Gass afirma que a insegurança só não é maior no Estado porque o governo Lula vem garantindo praticamente todos os investimentos significativos que estão sendo feitos nesta área. O deputado chama a atenção para o fato de que a Assembléia Legislativa está prestes a votar o Plano Plurianual, projeto que define as grandes metas do Estado para os próximos quatro anos. Mas pelo que se viu na proposta de Yeda, a segurança não será uma prioridade. Aliás, nenhum serviço essencial será priorizado. Tudo em nome da economia. Mas as ações de um governante têm a ver com a vida dos cidadãos e, por isso, não se pode administrar a máquina estatal como se ela fosse uma loja de brinquedos, conclui o deputado.

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