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Fumicultura

26/06/2007 12:00

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É no momento de vender o fumo para a indústria que começa a pesadelo da grande maioria dos produtores gaúchos. A classificação do produto pelas empresas fumageiras se tornou uma forma de aumentar a dependência e reduzir os rendimentos dos agricultores familiares envolvidos na produção integrada. Geralmente, a pré-avaliação feita dentro das propriedades não é aceita pela indústria, que refaz o processo utilizando um método excessivamente rigoroso. Os técnicos das indústrias reclassificam o fumo, atribuindo um grau de qualidade inferior ao atestado pelos agricultores. Isso impõe prejuízos para os produtores, que fazem a colheita, a secagem das folhas e uma pré-classificação e não são remunerados por este trabalho, afirmou o deputado Elvino Bohn Gass nesta terça-feira (24), na audiência pública da Comissão de Agricultura da Câmara Federal realizada no município de Camaquã para debater o tema.

Bohn Gass defendeu a redução dos itens de classificação do fumo, medida prevista no projeto de lei que tramita na Câmara Federal, de autoria do deputado Adão Pretto (PT). A proposta prevê, ainda, que o processo de classificação pela empresa ocorra em uma central localizada nos municípios com mais de 150 produtores ou em entrepostos regionais. Depois que o produtor entrega o fumo, é a indústria que arbitra o preço. O projeto representa uma alternativa para tornar o processo mais transparente e evitar a exclusão dos agricultores familiares do processo de classificação, justificou o petista.

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