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Economia Solidária

23/07/2007 12:00

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Há alguns anos, incluí a Economia Popular Solidária (EPS) entre os eixos de meu mandato. Fiz isso porque os empreendimentos solidários estão construindo uma nova forma de fazer economia, com uma distribuição mais justa e igualitária de trabalho e de distribuição de seus resultados.

Em 2004, apresentei um projeto de lei propondo que o governo gaúcho criasse a Política Estadual de Fomento à EPS. Meu projeto chegou a ser aprovado pelos colegas deputados mas o governador Rigotto vetou. Lamento profundamente que o governo não tenha compreendido que o movimento solidário já naquele ano, estava garantindo emprego e renda para milhares de gaúchos e gaúchas.

No governo Olívio, tínhamos um departamento da Secretaria Estadual de Desenvolvimento e Assuntos Internacional que cuidava especificamente da EPS que, infelizmente, foi desativado no governo do PMDB e assim permanece com Yeda. Mas a EPS não pára de crescer e agora, por iniciativa popular, um projeto muito semelhante ao meu voltou a tramitar no Legislativo. Mais de 5 mil assinaturas acompanharam o ante-projeto entregue pelo Fórum Estadual de EPS à Comissão de Participação Legislativa no último dia 4 de julho. Na mesma data, instalamos a Frente Parlamentar de EPS do Rio Grande do Sul que eu tenho a honra de coordenar e que é integrada por todos os 55 deputados estaduais.

A propósito, amanhã e quarta-feira estarei representando a Frente em Alegrete e Santana do Livramento num encontro com os empreendedores solidários daquelas cidades. Vou seguir divulgando este modelo de desenvolvimento porque acredito nele. E confio que um dia, a grande imprensa também vai se dar conta da importância da EPS. Se não for pelo valor social da inclusão que a atividade proporciona, será pela grana que movimenta que já não é pouca. Aliás, em sua newsletter de hoje, o analista econômico Affonso Ritter demonstra sua sensibilidade social e brinda o povo gaúcho com informações muito relevantes. Sob o título Economia Solidária anda, Ritter nos informa que ...a economia solidária é um setor que avança em silêncio e começa a esboçar números vultosos. Dados oficiais mostram que foram mapeados no país até agora 18.878 empreendimentos, que respondem por 1,574 milhão de postos de trabalho. O faturamento, segundo as informações mais recentes, ultrapassa a casa de R$ 6 bilhões por ano. O raio-X do setor está sendo elaborado pela Secretaria Nacional de Economia Solidária, que pretende fechar o ano com o registro de 21 mil negócios, informa o secretário nacional, Paul Singer... Como militante desta causa, digo: - Obrigado, Ritter!

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