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Funcionalismo

24/07/2007 12:00

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A se confirmar a informação antecipada hoje (24/7) pela colunista Rosane Oliveira (de Zero Hora) de que neste final de mês o governo Yeda só vai pagar em dia salários até R$ 2 mil, vamos ter mais uma prova de que a atual administração quer alcançar o saneamento financeiro do Estado às custas do sacrifício do funcionalismo. Nunca é demais lembrar que Britto atrasou salários, que Rigotto transformou o 13º em empréstimo do Banrisul e que só o governo Olívio honrou todos os pagamentos de salários do funcionalismo gaúcho. Yeda vinha pagando em dia os salários até R$ 2,5 mil e só dez ou 15 dias depois pagava o restante para os que ganham acima disso. Agora, o salário em dia ficará ainda menor.

Os argumentos da governadora de que a receita não aumenta, valem também contra ela. Que medidas Yeda vem tomando para aumentar a arrecadação? Por que mantém os incentivos fiscais para grandes empresas e ainda anuncia que vai aumentá-los? Por que não estabelece uma política de cobrança dos grandes devedores do Estado? Ora, a gente sabe que muitos destes devedores são amigos do rei, neste caso, da rainha.

Há algumas semanas analisamos, aqui na Assembléia Legislativa, o projeto de Diretrizes Orçamentárias feito pelo governo Yeda. E qual não foi a nossa surpresa ao constatar que os funcionários públicos, pelo projeto, não terão nenhum aumento nos próximos quatro anos. Sim, o governo não pensa em reajustar os salários do funcionalismo além da revisão geral anual. Mas nós sabemos que o funcionalismo teve uma perda real de mais de 10% nos últimos 4 anos.

Assim, o que Yeda chama de ajuste no projeto da LDO, significa muito simplesmente o velho arrocho salarial. A LDO NÃO prevê, para o funcionalismo, concessão de vantagens e aumento de remuneração; programas de valorização, desenvolvimento e profissionalização; contratação de horas-extras; nem progressão funcional. É o velho jeito de governar que considera o funcionário como um entrave ao bom funcionamento do Estado.

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