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Dia do Colono

25/07/2007 12:00

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Hoje é Dia do Colono. É uma data propícia, portanto, para agradecermos a todos os trabalhadores e as trabalhadoras rurais deste país, cujo esforço diário garante a quase totalidade dos alimentos que consumimos. Não há, então, palavra mais adequada para comemorar esta data do que OBRIGADO.

Sou filho de agricultores familiares e sinto orgulho disso. Nasci em meio à lida da lavoura e do galpão. Até a juventude, ajudei meus pais e conheço bem as dificuldades enfrentadas por estes homens e mulheres que, numa teimosia santa, insistem em permanecer no campo, semeando lavouras de grãos, cultivando hortas, tirando leite, fazendo chimia e queijo, cozinhando pão e biscoito, colhendo fruta no pé e buscando água na sanga. Já adulto, tornei-me sindicalista rural e tive a honra de presidir o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santo Cristo, minha cidade natal. Ajudei a fundar a CUT e a implementar a uma política para a área rural. Foi uma trajetória marcada pela defesa permanente dos direitos dos colonos e colonas e pela luta quotidiana em busca da melhoria da qualidade de vida desta brava gente.

Quando me candidatei a deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores e obtive o privilégio de me tornar um representante do povo gaúcho no Poder Legislativo, não tenho dúvida de que esta foi uma delegação garantida, em sua maioria, pelos trabalhadores e as trabalhadoras rurais. É por isto que em meus mandatos, o eixo prioritário tem sido sempre, a agricultura familiar entendida como segmento indissociável do desenvolvimento que, uma vez consolidado, passa a ser uma questão estratégica central por sua capacidade de geração de emprego, renda e alimentos, além de fator determinante para o resgate da cidadania da população que vive no meio rural. Então, nesta data que homenageia o colono e a colona, sinto-me também congratulado. Pois fui, sou e serei parte deste universo rural.

LULA Mas neste dia, é importante lembrar das conquistas. E foi com a chegada de Lula à presidência da República, que a agricultura familiar passou a ser, pela primeira vez em nossa história, uma prioridade verdadeira. Um número basta para provar o que afirmo: com FHC, o valor máximo destinado à agricultura familiar foi R$ 2,3 bilhões. Com Lula, este valor chegou aos R$ 10 bilhões na safra passada e a R$ 12 bilhões para esta safra. Ou seja, só o aumento da verba que o governo Lula destinou à agricultura familiar de uma safra para outra é igual a todo o montante que os governos tucanos ofereceram a este setor. Hoje, o Brasil tem uma política agrícola completa que abriga a agricultura familiar desde a escolha das sementes até o momento da comercialização, garantindo, entre outras coisas, um seguro para o caso das secas e chuvas fortes.

Hoje, nossa política se sofisticou a tal ponto que temos linhas específicas de crédito para todos os segmentos do mundo rural. Isso graças ao trabalho incansável do Ministério do Desenvolvimento Agrário que, no primeiro governo de Lula esteve sob o comando de meu grande companheiro Miguel Rossetto e que, agora, no segundo mandato, está em ótimas mãos com o valoroso Guilherme Cassel. Dois gaúchos que, como os homens e mulheres que fazem a agricultura familiar, orgulham a terra.

Curiosidade A data de hoje 25 de julho - tem como referência o marco da colonização no sul do Brasil, em 25 de julho de 1824. Naquela época, 39 alemães chegaram às margens do Rio dos Sinos, no Rio Grande do Sul.

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