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79 anos do Banrisul

12/09/2007 12:00

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A Assembléia Legislativa celebrou, hoje, os 79 anos do Banrisul. De minha parte, comemoro apenas os 57% que permanecem efetivamente públicos naquela que deve ser a instituição financeira de todos os gaúchos. Sim, porque no ano do 79º aniversário, quase metade, 43% das ações do Banrisul foram vendidas para o capital privado estrangeiro. O pior é que quem vendeu foi um governo que se elegeu negando veementemente sua intenção de privatizar o banco. Yeda dizia que o PT fazia terrorismo quando dizia, na campanha, que sua verdadeira intenção era entregar o banco à iniciativa privada. Pois com menos de um ano de governo, a mesma Yeda comemorava com champagne na Bolsa de Valores de São Paulo a abertura do capital do banco para... a iniciativa privada.

Sem diálogo - Para piorar as coisas, a venda das ações se deu sem qualquer diálogo com a sociedade gaúcha, com o Poder Legislativo, com o sindicatos dos bancários e com os funcionários e correntistas do banco.

As ameaças de Britto e Yeda - Quando Getúlio Vargas criou o Banrisul lá em 12 de setembro de 1928, o fez para que os gaúchos menos afortunados pudessem contar com uma instituição financeira que apoiasse o desenvolvimento do Estado. E assim foi durante muitos anos até que Antonio Britto se tornou governador do Estado e começou a preparar a privatização. Britto vendeu a CRT, parte da CEEE e liquidou outros patrimônios públicos dos gaúchos. E só não concretizou a venda do Banrisul porque perdeu a eleição para Olívio Dutra, do PT. A prova de que Britto entregaria o banco aos seus amigos do capital privado, contudo, ficou no Orçamento que ele preparou para o ano de 1999 e onde constava uma previsão de receita de R$ 800 milhões pela venda do banco. Olívio não vendeu um lápis do Banrisul e ainda fortaleceu a função de instituição financeira fomentadora do desenvolvimento com crédito para os micro e pequenos empresários e para a agricultura familiar. O desempenho foi tão bom que no governo Rigotto, nem se falou em privatizar o banco. Mas veio Yeda e, com ela, novas ameaças ao futuro do Banrisul. Então, no dia do aniversário, mais do que comemorar, nossa obrigação é alertar a sociedade para que ao menos os 57% das ações que ainda estão nas mãos do poder público, sejam valorizados e permaneçam sob o controle do povo gaúcho.

Zachia, Lemos, Proença e Yeda comemoram: resta saber o quê

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