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O Estado precisa ser forte

22/10/2007 12:00

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Meus pensamentos ainda estavam centrados no alerta feito por todas as categorias da Brigada Militar à governadora Yeda de que a segurança pública está à beira de um colapso, quando fui avisado de que um temporal de granizo havia causado enormes estragos nas regiões das Missões, Grande Santa Rosa, Celeiro e Norte do Estado na noite do último sábado. De imediato, passei a fazer contatos com secretarias de Estado, ministérios, deputados, prefeitos e vereadores para tentar minimizar os efeitos da chuvarada de pedra que quebrou telhados de milhares de casas, arrasou lavouras e até fez algumas vítimas (felizmente, nenhuma fatal) em duas dezenas de municípios gaúchos. Marcamos uma reunião para amanhã, às 10h30, na Casa Civil. Vamos ver o que o Estado pode fazer de imediato para ajudar as muitas pessoas que tiveram suas residências alagadas e suas culturas agrícolas destroçadas.

Direito - Mas nem bem a segunda-feira havia amanhecido e fui convocado para acompanhar uma audiência pública judicial em que se discutia a proibição dos sem-terra de seguirem sua marcha pelo município de Carazinho e arredores. Quando me dei conta, estava de novo tratando de pessoas que precisam da ajuda do Estado porque se encontram desabrigadas. Respeito a decisão judicial de manter a interdição, mas não concordo com ela. Aos sem-terra ou a qualquer outro brasileiro não pode ser negado o direito elementar e constitucional de ir e vir. Seguiremos lutando...

"Pacotaço" - Saía de Carazinho quando recebi um estudo técnico da bancada do PT me alertando para o fato de que no "pacotaço" da governadora Yeda há muito mais do que uma tentativa de "tarifaço". Chamou-me a atenção para a mudança na base de cálculo das alíquotas das passagens intermunicipais que, na prática, ficarão mais caras se o "pacotaço" for aprovado. Mas também preocupei-me muito com o fato de que o setor primário, a agricultura familiar mais especificamente, corre um sério risco de ter de pagar impostos mais caros se a Assembléia aprovar a autorização para uma diminuição das desonerações fiscais já que produtos como leite, mel, hortaliças e outros são, todos, desonerados. Os brigadianos, os agricultores, os sem-terra e os desabrigados do granizo só refoçaram em mim, a certeza de que, ao contrário do que prega a governadora Yeda e suas idéias neoliberais, o Estado deve ser forte, nunca mínimo.

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