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Granizo

25/10/2007 12:00

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A reunião entre representantes das seis regiões do Estado atingidas pelo temporal de granizo do último sábado (20), o Chefe da Casa Civil do governo Yeda, Luiz Fernando Zachia, e o Coordenador da Defesa Civil, Coronel Dalmo Nascimento, acabou sem que houvesse a definição do valor que o Estado vai destinar às prefeituras.

No primeiro momento do encontro, o Coronel Dalmo disse aos prefeitos e vices que, para a decretação da situação de emergência, o município precisa comprovar prejuízos superiores a 10% do PIB local. Como este critério não contempla a maioria das cidades atingidas, houve forte reação de prefeitos, como Sênio Kirst, de Coronel Barros, que tem PIB de R$ 31 milhões e que registrou prejuízos da ordem de R$ 700 mil. Quase metade das casas tiveram os telhados danificados e, no entanto, não temos recursos. Para chegar a este critério absurdo, a cidade deveria ter sido devastada quase que completamente, reclamou.

À manifestação de Kirst seguiram-se queixas de quase todos os prefeitos, o que fez com que o secretário Zachia deixasse a reunião dizendo apenas: Vou falar com o Aod (Aod Cunha, secretário estadual da Fazenda). Os prefeitos esperaram por quase uma hora mas, para surpresa geral, quem apareceu não foi Záchia, mas o secretário-adjunto da Fazenda, Ricardo Englert, que repetiu a ladainha característica do discurso oficial do governo Yeda sobre a crise financeira.

Percebendo que sairiam do Piratini com as mãos abanando, os prefeitos reagiram e fizeram ver ao secretário adjunto que não poderiam voltar para suas cidades sem uma resposta concreta do governo do Estado.

Foi então que o Coordenador da Defesa Civil, Coronel Dalmo, saiu em socorro de Englert alegando que, pelo fato de o levantamento dos prejuízos não ter sido concluído em muitos municípios, o Estado precisaria de mais tempo para informar o quanto disporia de recursos. Sem resposta, aos prefeitos restou apenas aceitar a sugestão de uma nova reunião, marcada para a próxima segunda-feira (29).

Enrolaram os prefeitos, avalia o vice-líder da bancada do PT, deputado Elvino Bohn Gass. Ficou nítida a indisposição do governo Yeda em atender as prefeituras. Usaram uma primeira desculpa, a do critério da emergência, que não colou. Fizeram uma cena como se estivessem tentando convencer a Fazenda a liberar as verbas, mas isso também não colou. Voltaram então ao argumento pretensamente técnico para ganhar tempo. Um desrespeito com as milhares de vítimas que continuam desabrigadas, sem luz e sem água em dezenas de municípios."

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