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Detran

07/11/2007 12:00

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Para o vice-líder do PT, deputado Elvino Bohn Gass, a prisão de integrantes do alto escalão do governo tucano por envolvimento numa fraude que, segundo a Polícia Federal, lesou o Estado em pelo menos R$ 40 milhões, "prova que o tal choque de gestão de que a governadora Yeda tanto fala, não passa de um slogan que visa camuflar uma administração sem o mínimo controle e que lesa o povo gaúcho". Segundo Bohn Gass, a fraude mostra a verdade sobre a gestão do governo tucano: "O que temos é um desmonte das estruturas que prestam serviços a quem precisa e, agora, infelizmente, fortíssimas suspeitas de desvios de verbas públicas. Choque? Não. Isso é roubo", afirma.

O deputado diz ainda que a descoberta de uma quadrilha que atuava no Departamento de Trânsito do Estado (Detran) utilizando-se, ilegalmente, de empresas terceirizadas, gera todo o tipo de suspeitas sobre os projetos que Yeda enviou recentemente à Assembléia Legislativa e que busca a implantação de OSCIPs (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público) . O PT já apresentou emendas ao projeto das OCIPs justamente para evitar que estes dispositivos se transformassem em meras terceirizações dos serviços públicos por parte do governo. "Com a descoberta da fraude, nossa preocupação ganha ainda mais sentido. O episódio Detran é emblemático. Será este o tipo de relação terceirizada que Yeda quer implantar, por exemplo, na extensão rural? Será que o agricultor vai ser submetido ao mesmo padrão de preço das carteiras de motoristas?", questiona o vice-líder petista.

CPI e CEEE

Bohn Gass quer que a Assembléia Legislativa busque esclarecer o envolvimento de um diretor da CEEE no caso. "O que uma coisa tem a ver com a outra. O que um diretor de uma estatal ligada à Secretaria de Infra-Estrutura e Logística fazia entre os presos pela fraude num departamento (Detran) da Secretaria de Administração?" pergunta o deputado. Ele considera que a Mesa Diretora da Assembléia Legislativa tem obrigação de acompanhar os desdobramentos das investigações da Polícia Federal sobre a fraude do Detran. "Mas não só porque alguns dos presos já ocuparam funções importantes no Parlamento, como a diretoria-geral (caso de Antônio Dorneu Maciel), a coordenação de uma bancada (caso de Lair Ferst no PSDB) ou a chefia de gabinete da presidência (caso de Flávio Vaz Netto na gestão do PP ), mas porque estes cargos foram preenchidos politicamente, ou seja, são de responsabilidade dos partidos," explica o deputado.

Sobre a possibilidade de a bancada petista encabeçar um pedido de CPI para o caso, Bohn Gass mostra-se favorável mas considera que há outros instrumentos dos quais a Assembléia deve dispor neste momento. "Devemos exigir uma imediata auditoria nas contas do Detran, precisamos ouvir pessoas que pagaram caríssimo por suas carteiras de habilitação e até mesmo aquelas que foram reprovadas e obrigaram-se a fazer novas aulas. Pelo que se viu, os quadrilheiros ganhavam em todas as pontas. Além do mais, o que o Tribunal de Contas do Estado tem a dizer sobre a fraude? E a Universidade de Santa Maria? A Comissão de Serviços Públicos deve ser acionada e chamar todos os envolvidos para darem explicações à sociedade gaúcha", finaliza o deputado.

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