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Cruzeiro do Sul

14/11/2007 12:00

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Entre os projetos que devem ser analisados pelos deputados nos próximos dias, está o que autoriza a governadora Yeda a vender imóveis do Estado. E foi para pedir que os deputados não aprovem a venda de um imóvel de 41.592 metros quadrados, localizado no município de Cruzeiro do Sul, que o prefeito Rudimar Müller e seu vice, José Iran Maria, estiveram em Porto Alegre nesta terça-feira. Recebidos pelo deputado Elvino Bohn Gass, prefeito e vice afirmaram que na área há dois prédios que são utilizados por cerca de 700 pessoas da comunidade cruzeirense, uma escola estadual desativada e um pavilhão. Nas edificações da antiga escola, hoje são realizadas missas, cultos, cursos de catequese e reuniões. No pavilhão, os moradores de Cruzeiro realizam jogos de bocha, bolão e outras atividades de lazer. "Não se pode querer fazer caixa às custas da precarização dos espaços públicos de cidades que não contam com outras alternativas para a organização e o lazer da população", disse o deputado Bohn Gass.

No ano passado, conforme o prefeito Müller, a prefeitura de Cruzeiro do Sul pediu à Secretaria Estadual de Educação que o imóvel fosse doado ao município. Em reunião com o diretor do Departamento de Articulação com os Municípios, Carlos Alberto Bohn e com o Diretor-Geral Adjunto da Secretaria, Paulo Ricardo Janiel Rezende, prefeito e vice obtiveram a garantia de que já há um parecer favorável à doação. "Esperamos que o governo Yeda aceite o parecer da secretaria e nos doe o terreno", disse o prefeito Müller que conversou também com os deputados Alexandre Postal e Edson Brum, ambos do PMDB, que mostraram-se favoráveis à retirada do imóvel de Cruzeiro da lista dos vendáveis do governo.

Para Bohn Gass, a movimentação do prefeito deveria ser seguida por outros chefes de executivos municipais. "Temos notícias e já denunciamos que vários dos imóveis que estão na lista que a governadora mandou à Assembléia para serem vendidos, sequer possuem escritura, estão em nome do outros proprietários e até mesmo são áreas de preservação permanente. Este projeto não pode passar," finalizou Bohn Gass.

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