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Detran

28/11/2007 12:00

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Quando contei para um amigo que mais uma falcatrua havia sido descoberta no Departamento Estadual de Trânsito (Detran) - o superfaturamento no serviço de guincho - ele reagiu: "Mas os caras não se satisfazem em fazer uma fraude? Têm que fazer todas?" A fala do meu amigo expressa um sentimento popular que vem crescendo na mesma proporção em que se avoluma o elenco de maracutaias que o governo Yeda, tristemente, tem nos apresentado nos últimos meses. E sou obrigado a dar razão para o meu amigo, afinal, não bastasse o esquema que, por baixo, desviou R$ 40 milhõe por meio de contratações ilegais de empresas terceirizadas, os responsáveis pelo Detran ainda "tiravam uma beira" no serviço de guincho.

Como era a falcatrua no guincho -
Uma única empresa presta serviço de guincho para o Detran em Porto Alegre e sem contrato assinado. Além disso, os valores cobrados são maiores do que os de mercado. A empresa Atento Service também é responsável pela administração do pátio do Detran, onde os carros guinchados são recolhidos. As taxas de guincho variam de R$ 87 a R$ 305, de acordo com o tipo de veículo. No entanto, ficam bem acima do que os guinchos cobram quando a solicitação não é do Detran.

Detran estipula o preço maior - O sócio proprietário da Atento Service admite que cobra menos pelo serviço de guincho quando quem solicita é um particular, e não o Departamento de Trânsito. Nelson Justo argumenta que o Detran é quem estabelece a tabela de preços. A empresa foi escolhida em caráter emergencial em 2004.

Promotores atentos - Ontem, o Ministério Público Especial pediu ao Tribunal de Contas do Estado a abertura de auditoria para investigar o caso, conforme anunciou o procurador adjunto, Geraldo da Camino.

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