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Cesa

04/12/2007 12:00

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O deputado Elvino Bohn Gass (PT) usou a tribuna nesta terça-feira (04) para juntar-se à Conab, Fetag, Fetraf-Sul, Farsul, MPA, Federarroz e diversos sindicatos rurais de todo o estado que são contrários à privatização da Companhia Estadual de Silos e Armazéns - CESA. "A companhia é indispensável para os agricultores, empresas e entidades vinculadas à agricultura porque é reguladora de preços de armazenagem no estado, porque opera os programas nacionais de segurança alimentar e porque é superavitária, ao contrário do que o governo Yeda tem divulgado por aí", disse o deputado petista.

Diretores da CESA e integrantes do Sindicato dos Auxiliares de Administração de Armazéns Gerais (Sagergs) entregaram a todos os deputados uma carta com informações que contestam os dados que o governo do Estado vem divulgando sobre a companhia. O governo diz que o patrimônio líquido da empresa é negativo, mas a direção da CESA afirma que é de R$ 24,5 milhões positivos. O governo diz que as dívidas somam R$ 175 milhões e a direção nega, garantindo que não chegam a R$ 66 milhões.

Bohn Gass aproveitou a oportunidade para reforçar um pedido de audiência com a secretaria estadual de Agricultura, feito pelo Sagers e ainda não atendido pelo governo, e reivindicou acesso às informações que estão sendo utilizadas pelos técnicos da Fazenda na elaboração de um relatório sobre o desempenho da companhia, que deve ser entregue nos próximos dias. "Os dados sobre a Cesa não foram disponibilizados aos funcionários e nem aos sindicatos. O que se espera é a reabertura de um debate sobre o futuro da companhia e não somente a execução de medidas, sem a participação de quem, de fato, conhece e representa a Cesa", disse o deputado.

"Fechar, vender ou mesmo arrendar a CESA significa abrir mão de uma receita operacional de cerca de R$ 25 milhões anuais, deixar de prestar relevantes serviços aos agricultores familiares, aos médios e até aos grandes produtores num Estado que tem carência de armazenagem, ou seja, é um mau negócio para o Estado", encerrou Bohn Gass.

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