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Segurança Pública

05/12/2007 12:00

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A governadora Yeda ganhou a medalha Tiradentes, a mais alta honraria conferida pela Polícia Civil. Normalmente, a medalha é destinada a pessoas que prestaram serviços relevantes à instituição. A Ugeirm, sindicato que agrega inspetores, investigadores e escrivães de polícia, não entendeu a homenagem e distribuiu boletim onde aponta 10 razões que justificariam uma reprimenda, e não uma comenda, à governadora por parte da corporação. As razões são as seguintes:

1 - Yeda nunca recebeu as entidades de classe da Polícia Civil.
2 - Yeda atrasou e deu calote nas horas-extras ao longo de 2007.
3 - Yeda atrasou salário e recorreu, mais uma vez, a empréstimo para pagar o 13°.
4 - Yeda comemorou a redução da contrapartida do Estado em investimentos na segurança.
5 - Yeda cortou 30% do custeio da Polícia Civil.
6 - Yeda negou continuidade à matriz salarial, isto é, 2% em março de 2008.
7 - Yeda negou o direito de aposentadoria especial, conforme parecer assinado por ela mesma quando era deputada.
8 -Yeda deixou de nomear 253 novos escrivães, que estão desempregados.
9 -Yeda não colocou as promoções da Polícia Civil em dia.
10 - Yeda prometeu reajuste zero nos salários pelos próximos três anos.

Ao saber da escolha de Yeda para receber a medalha, um policial civil aposentado que tem dedicado suas horas à leitura e ao pandeiro, lembrou de um velho samba ("Aos Pés da Cruz") de Marino Pinto e Zé da Zilda que citava a célebre frase de Pascal ("o coração tem razões que a própria razão desconhece...") e saiu-se com esta: "...a corporação tem razões, que a própria razão desconhece; Yeda faz promessas, juras, e depois esquece...".

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