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BM, Civil, IGP e Susepe gritam juntos

07/12/2007 12:00

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Por estar encastelada no 21º andar (e penso que ela escolheu o último andar para ficar bem longe do povo), talvez a governadora Yeda nem ouça as manifestações que TODAS as categorias de trabalhadores da segurança pública vão fazer, no próximo dia 18, terça-feira que vem, a partir das 15h, no Centro Administrativo do Estado. Trabalhadores da Brigada Militar, Polícia Civil, Instituto Geral de Perícias (IGP) e Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe), que já fizeram, separadamente, protestos por melhores condições de trabalho e salários, resolveram unir forças. A expectativa dos organizadores é de reunir milhares de operadores da segurança num grande ato público. Quem sabe assim, mesmo lá do alto, Yeda escute o clamor destes trabalhadores e resolva, ao menos, recebê-los. Sim, porque até agora, apesar das inúmeras manifestações, o governo tucano não se dignou a destacar um interlocutor para ouvir as categorias. Deve estar considerando, assim como fez com sua base até vê-la esboroar, que a segurança pública vai bem no Estado. E não vai.

Corregedor não é negociador - No mês de novembro, a Polícia Civil (além do IGP e da Susepe) fez uma paralisação de dois dias e a Brigada Militar deu início à operação-padrão. Uma emissora de TV da capital convidou a Ugeirm e a Asofbm a participar de um debate. Sem nenhuma resposta para as reivindicações apresentadas pelas entidades, o governo escalou os corregedores da Polícia Civil e da Brigada Militar para fazer a interlocução (ou seria intimidação?).

O que pedem as categorias

1)manutenção do gatilho da matriz salarial, de apenas 2%, em março de 2008. Aprovada através da lei 12.201, a matriz é resultante de acordo negociado pelo governo passado com as categorias para colocar fim à greve unificada de 2004. Este ano, Yeda destinou índice zero e não aceitou sequer discutir o assunto para 2008.

2) Polícia Civil, IGP e Susepe cobram o respeito ao artigo 40, § 4° da Constituição Federal, que estabelece direito a critérios diferenciados de aposentadoria para quem exerce atividade de risco. A ex-deputada federal Yeda Crusius produziu (e assinou) parecer acolhendo os termos de lei complementar que a governadora Yeda Crusius ignora. Os servidores arriscam a vida em suas rotinas de trabalho, mas Yeda recusa-se a reconhecer esse risco.

3) Brigada Militar, Polícia Civil e Susepe cobram imediata nomeação de servidores aprovados em concurso e que amargam o desemprego porque o novo jeito de governar constrange a nomeação. Não há responsabilidade fiscal que justifique tamanha irresponsabilidade com a sociedade. Todas as categorias, incluindo o IGP, têm cerca da metade do efetivo previsto.

4) As condições de trabalho precisam ser melhoradas em diversos aspectos. O que acontece em Uruguaiana hoje poderia ser evitado se o governo desse ouvido às denúncias dos servidores. O caso da falta de coletes à prova de balas é emblemático. Prédios insalubres, que ameaçam desabar, viaturas sem condição de tráfego, computadores que não funcionam, impressoras inexistentes. Na Brigada Militar, chegou a faltar coturno. Ah, se fosse no governo Olívio...

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