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Contratações

14/01/2008 12:00

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Depois que ter sido informado de que a Emater iria contratar apenas 60 profissionais nos próximos meses, o coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Extensão Rural no RS, deputado Elvino Bohn Gass (PT), manifestou sua contrariedade ao presidente da empresa, Mario Nascimento. Foi então informado de que 60 era um número imediato e que, ao longo de 2008, poderiam ser admitidos até 200 novos funcionários. Ainda assim é pouco para uma empresa que demitiu quase 400. O serviço de Emater é fundamental para a agricultura gaúcha, especialmente a familiar, que não pode contratar técnicos privados para a assistência técnica, disse Bohn Gass.

A pressão da Frente Parlamente já surtiu algum efeito. Em resposta a Bohn Gass, o presidente Nascimento disse que é possível que a empresa contrate até mesmo os 400 servidores defendidos pelo deputado. Ainda assim, mantemos a nossa preocupação porque não temos garantia de que os concursados sejam chamados logo, ao contrário, tudo leva a crer que só em quatro anos este número será alcançado. Vamos continuar pressionando e, se não acontecerem as contratações, reagiremos, diz Bohn Gass.

O parlamentar explica que mantém aberto o diálogo com a presidência da Emater mas que a orientação geral do governo Yeda dificulta a reestruturação da empresa.Como acontece em todos os setores do Estado, este governo continua precarizando serviços. O que nos preocupa na Emater é que Yeda plantou por lá uma consultoria privada que desconhece a realidade daqueles que precisam da extensão rural. Os consultores raciocinam sobre números, mas lá na lavoura, plantando e colhendo, existem homens e mulheres para quem este serviço é essencial, finaliza Bohn Gass, que promete manter a Frente Parlamentar em alerta para garantir a reestruturação da empresa.

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