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CPI do Detran

11/03/2008 12:00

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Para o vice-líder da bancada do PT na Assembléia Legislativa, deputado Elvino Bohn Gass, a conduta do governo Yeda Crusius objetivando impedir que a CPI do Detran investigue o rombo de R$ 44 milhões desvendado pela Operação Rodin, da Polícia Federal, está eivada de suspeição. O escândalo que veio à tona nesta segunda-feira repercutiu na sessão plenária desta terça-feira (11). Para além e consoante com a conduta de má-fé do relator, está um comportamento que repetidamente tenta impedir a investigação, esclareceu Bohn Gass. Ele lamenta o fato de a base de apoio do governo tucano ter rejeitado, pela quarta vez consecutiva, o requerimento da oposição solicitando os documentos sobre a fraude no Detran que estão em posse da Polícia Federal.

O escândalo

Na segunda-feira, antes de iniciar os depoimentos na CPI, veio a público um release distribuído pela assessoria de imprensa do PSDB. Na nota entregue aos jornalistas, o relator da Comissão, deputado Adilson Troca, afirmava que "os depoimentos dos dois ex-presidentes do Detran, Mauri Cruz e Carlos Bertotto, trouxeram novos elementos para o trabalho da Comissão" e, ainda, fazia referências "às novas revelações" dos depoentes. No entanto, os depoimentos referidos pelo relator ainda não haviam começado. Bohn Gass qualificou o episódio de lamentável e disse não ter visto nada igual em dez anos de Parlamento.

A bancada do PSDB distribuiu à imprensa um release sem ter ouvido os depoimentos. Imaginem se a assessoria da bancada do PT não tivesse descoberto esta atitude. Esta revelação prévia está profundamente carregada de má-fé. Não somos nós que estamos politizando a CPI, mas a própria governadora quando diz que o objetivo da CPI é chegar até o seu gabinete, observou o petista. Ele lembra que as pessoas envolvidas na fraude do Detran tiveram o aval da governadora Yeda.

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