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CPI do Detran

26/03/2008 12:00

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Além de pedir a convocação do Secretário Geral de Governo de Yeda, Delson Martini para depor à CPI do Detran, o deputado Elvino Bohn Gass (PT) quer que seja chamado também o Secretário de Governo da Prefeitura de Canoas (administração Marcos Ronchetti), Francisco (Chico) Fraga. Bohn Gass argumenta que na última segunda-feira (24) o ex-presidente do Detran, Flavio Vaz Netto, admitiu à CPI a existência de conversas com Martini e Fraga em que o tema tratado eram os interesses empresariais de Lair Ferst, um dos indiciados pela Operação Rodin da Polícia Federal pela fraude no Detran. "Empresas de Lair, comandadas por laranjas, prestavam serviço à Fatec como sub-contratadas. Segundo a Polícia Federal, aí estava um dos ralos por onde escorriam as propinas. Quando o Detran rompeu o contrato com a Fatec, Lair sentiu que seria excluído do esquema e exigiu compensações de Vaz Netto sob a alegação de que tinha créditos a receber. Para isso, usou como interlocutores dois colegas de partido, Martini e Chico Fraga, tucanos como ele", comenta Bohn Gass.

O deputado lembra que nas conclusões do inquérito que apurou a Fraude do Detran, a Polícia Federal não deixou dúvidas sobre a participação ativa de Lair Ferst no esquema criminoso. "Estamos falando de um tucano de alta plumagem que utilizou como interlocutores um personagem que está no centro de poder do governo Yeda e outro que é uma espécie de braço direito do prefeito Ronchetti. Em nome de quem, afinal, eles falavam? De Lair ou do governo? É isso o que eles precisam esclarecer à CPI" ressalta Bohn Gass.

O parlamentar lembra que o ex-secretário executivo da Fatec, Silvestre Selhorst, afirmou à Polícia Federal que Chico Fraga participou de uma reunião ocorrida na Assembléia Legislativa onde se discutia o crédito de Lair Ferst. "Nesta reunião, Fraga teria se apresentado como interlocutor do governo, não de Lair. Entendo, então, que a vinda dele à CPI será importante não só para os deputados formarem suas convicções, mas também para que se estabeleça de vez qual a real participação do governo estadual neste que é o maior escândalo de corrupção da história do Rio Grande do Sul", finaliza Bohn Gass.

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