Cadastra-se para receber notícias
Detran

28/03/2008 12:00

Tamanho da fonte

"O governador Feijó e o secretário Busatto estão certos. Quem, no Executivo, tem informações a prestar e esclarecimentos a fazer, deve ajudar a CPI. As circunstâncias e os fatos ligam, inevitavelmente, o secretário Delson Martini a quatro personagens já indiciados pela fraude, Lair Ferst, Antônio Dorneu Maciel, Carlos Dahlen da Rosa e Flavio Vaz Netto. Seu depoimento à CPI é, portanto, fundamental e sua convocação deve ser aprovada". A declaração é do deputado Elvino Bohn Gass, autor do requerimento que pede a convocação do Secretário Geral de Governo de Yeda, Delson Martini, para depor na CPI do Detran. O deputado acredita que o requerimento será aprovado pela base de Yeda porque o próprio governo, através do governador em exercício, Paulo Feijó, e do Chefe da Casa Civil, César Busatto, já se manifestou favorável ao comparecimento de Martini.

Bohn Gass argumenta que a convocação do secretário não se justifica apenas por ele ter mantido conversas com o ex-presidente do Detran, Flávio Vaz Netto e Antônio Dorneu Maciel, sobre interesses empresariais de Lair Ferst, mas também pelo fato de que Martini era presidente da CEEE quando se descobriu, no final do ano passado, que outro indiciado pela Operação Rodin, o advogado Carlos Dahlem da Rosa, funcionário de carreira daquela Companhia, estava lotado na Casa Civil do governo Yeda e nunca aparecera para trabalhar. "Quando isto veio à tona, Maciel, que era diretor financeiro da CEEE, chamou o problema para si e admitiu que a efetividade do senhor Carlos Rosa era dada por ele. Martini era o chefe de ambos. O que fez? Que providências tomou?", questiona Bohn Gass.

O parlamentar esclarece que não há acusações contra o secretário Martini. "Há, sim, dúvidas. Afinal, ele era o chefe de Maciel e de Carlos Rosa na CEEE no mesmo momento em que este prestava serviços à Fatec. Além disso, Martini, com intermediação de Maciel, conversou com Vaz Netto sobre Lair. Mais: a Polícia Federal dá conta de que o secretário havia tomado conhecimento das sub-contratações no Detran. Ora, Martini era chefe de dois indiciados, buscava informações sobre outro e sabia que havia sub-contratações no Detran. Não creio que sejam necessários mais argumentos para que ele compareça à CPI," finaliza Bohn Gass.

Compartilhe:

  • Facebook
  • Share on Twitter