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Economia Solidária

05/05/2008 12:00

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O coordenador da Frente Parlamentar da Economia Solidária no RS, deputado Elvino Bohn Gass (PT), vai solicitar audiência com o prefeito José Fogaça para pleitear a inclusão da Feira Estadual da Economia Solidária no calendário de atividades do Largo Glênio Peres, além da definição de uma data fixa para a realização do evento. Esta foi a principal reivindicação de representantes do setor presentes à reunião da Frente, realizada na manhã desta segunda-feira (5), na Assembléia Legislativa. "A Feira Estadual representa um importante instrumento de divulgação para os produtos da Economia Solidária e uma grande oportunidade de crescimento para os empreendimentos gaúchos. É natural que Porto Alegre acolha este tipo de evento e, como tal, é justo que a cidade ofereça a estes cidadãos o local mais adequado para a atividade", defendeu o petista, que irá mobilizar os demais parlamentares da Frente para fazer a mediação do caso, ainda neste mês de maio, junto às secretarias municipais de Governança Solidária e da Indústria e Comércio (SMIC).

Integrantes da coordenação da Feira relataram dificuldades na disponibilização do local para o evento e reclamaram do rigor excessivo da Prefeitura. Segundo a representante da Cáritas/RS, Marinês Besson, em 2007 os organizadores só tiveram a liberação do Largo Glênio Peres 20 dias antes da data destinada à abertura do evento. Ela contou que a Feira teve severas exigências de segurança e restrições de espaço físico. "Apesar de não haver irregularidades, fiscais das Secretaria de Saúde abordavam excessivamente os expositores. Éramos proibidos até de preparar alimentos no local enquanto, no entorno, um comerciante vendia queijo numa bicicleta sem ser interpelado", detalhou.

Para o coordenador José Inácio Konzen, além da visibilidade, as feiras destinadas à Economia Solidária possibilitam geração de renda, interação entre os empreendimentos, com a troca de experiências; realização de ações em rede voltadas ao setor, ampliação de conhecimentos, participação em atividades de capacitação e reflexão e prática dos princípios da Economia Solidária. "As três últimas edições da Feira Estadual consolidaram o Largo Glênio Peres como ideal para estes objetivos", acrescentou.

Lino Hamann, do departamento de cooperativismo da Secretaria Estadual de Relações Institucionais, se propôs a trabalhar em conjunto com a Frente Parlamentar no atendimento a demandas do setor. Da mesma forma, a representante da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes) do Ministério do Trabalho e Emprego, Analine Specht, assegurou: "a Senaes compreende e apoia política e financeiramente eventos como este. Estamos à disposição para fazer esta interlocução com a administração municipal", frisou ela.

De acordo com Maribel Kauffmann, da Universidade Solidária (Unisol), só no ano passado, a Feira Estadual reuniu mais de 148 empreendimentos vindos de 49 municípios gaúchos. "No Estado, são mais de 2 mil empreendimentos catalogados. O desafio que temos é integrá-los economicamente e criar políticas públicas de sustentação ao setor.", salientou. Neste sentido, Bohn Gass conclamou os participantes a lutarem pela tramitação do projeto de lei de iniciativa popular que institui uma política de fomento à Economia Solidária no RS. "É uma política pública importante que vai contribuir em muito para o reconhecimento, a consolidação e o crescimento do setor no Estado e que, portanto, precisa sair do papel", concluiu.

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