Cadastra-se para receber notícias
Bom Progresso

06/05/2008 12:00

Tamanho da fonte

O caso da agroindústria de cana do município de Bom Progresso que, apesar de o governo Federal ter alocado recursos para a obra, não pôde ser construída de fato, está perto de um desfecho positivo. Nesta quarta-feira (7), o deputado estadual Elvino Bohn Gass (PT), o coordenador regional da Emater, Gaspar Antônio Scheid, o diretor da Escola Técnica Agrícola ligada ao Centro de Treinamento da Emater de Bom Progresso (Cetreb), Clóvis Luís Castelli e o vice-prefeito, Amauri Campos de Araújo (PDT),se reúnem com o delegado do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Nilton Pinho de Bem, para apresentar o projeto final da unidade didática da agroindústria. A audiência acontece às 10h, na sede do Ministério, em Porto Alegre.

Em 2006, Bohn Gass denunciou o caso desta agroindústria, cuja construção ficou impossibilitada em função de o Estado não ter cumprido a exigência constitucional de aplicar 12% da Receita Líquida de Impostos para a área da saúde. À época, R$ 162,4 mil, que já estavam empenhados na Caixa Federal para a obra, não puderam ser acessados pela Prefeitura, porque o Banco é legalmente proibido de liberar verbas para Estados que não cumprem a Lei. O dinheiro seria utilizado para a construção da sede física da agroindústria e também para a capacitação de famílias de agricultores locais. Os equipamentos para a unidade, adquiridos com um investimento de R$ 75 mil do programa RS Rural, ficaram guardados em um galpão à espera da conclusão da caso.

Naquele período, outra possibilidade aventada foi o Estado doar uma área para o município, na qual seria erguida a agroindústria. "Como o Estado não regularizou os repasses da saúde e nem apresentou nenhuma solução alternativa para a questão, a Amuceleiro tomou a frente: adquiriu um terreno e o doou à Prefeitura", contou o petista que, naquele ano, chegou a garantir um investimento de R$ 75 mil do MDA para a obra, recurso que também não pode ser acessado porque não havia um caminho legal para a chegada do dinheiro ao município sem a participação do Estado.

Vencida a questão do terreno, a Prefeitura enfim pode solicitar investimentos federais para a construção da agroindústria. A estrutura técnica ficará a cargo da Emater. "O mérito é da comunidade e das inúmeras entidades, que não se deixaram abater pela inércia do Estado e estão unidas para concretizar esta obra. Mais uma vez, apoiaremos este pleito no MDA para que os nossos agricultores possam desfrutar deste Centro Regional, que representa um espaço de aprendizado e oportunidade de crescimento e geração de renda para a agricultura familiar da região", concluiu Bohn Gass.

Compartilhe:

  • Facebook
  • Share on Twitter