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Bom Progresso

07/05/2008 12:00

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O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) vai defender como prioridade para a região noroeste colonial a liberação de recursos destinados à construção da unidade didática da agroindústria de cana e derivados no município de Bom Progresso. A decisão foi anunciada na manhã desta quarta-feira (7), durante audiência realizada em Porto Alegre, na qual o deputado Elvino Bohn Gass (PT), o vice-prefeito do município, Amauri Campos de Araújo (PDT), o gerente regional da Emater, Gaspar Antônio Scheid e o diretor da Escola Técnica Agrícola ligada ao Centro de Treinamento da Emater de Bom Progresso (Cetreb), Clóvis Luís Castelli, apresentaram o projeto de construção da unidade.

Segundo o delegado do MDA, Nilton Pinho de Bem, por tratar-se de uma das regiões integrantes do programa de Territórios do Ministério, o projeto precisa da aprovação do conselho da região, que determina as demandas prioritárias do ponto de vista do desenvolvimento da agricultura local. "Vamos encaminhar este projeto com a ressalva de o considerarmos fundamental para o crescimento da agricultura familiar da região. Creio que não teremos problemas para aprová-lo no conselho", disse Pinho de Bem.

Para Bohn Gass, o projeto também será favorecido pelo fato de Emater e Associação dos Municípios da Região Celeiro integrarem o conselho do Noroeste Colonial. "A Amuceleiro doou o terreno para a instalação da unidade didática. E a Emater está envolvida na criação deste projeto. Ambas as entidades conhecem o potencial agroindustrial na geração de emprego e renda para os agricultores familiares e no desenvolvimento da região. Saberão defender esta demanda histórica com propriedade", frisou o petista.

Uma longa batalha

Em 2006, Bohn Gass denunciou que a construção da agroindústria foi impossibilitada porque o Estado não havia cumprido a exigência constitucional de aplicar 12% da Receita Líquida de Impostos na área da saúde. À época, R$ 162,4 mil que já estavam empenhados para a obra não puderam ser acessados pela Prefeitura porque o Banco é legalmente proibido de liberar verbas para Estados que não cumprem a Lei. O dinheiro serviria à construção da unidade e à capacitação de famílias de agricultores. Os equipamentos para a agroindústria, que já tinham sido comprados, ficaram guardados em um galpão, onde permanecem.

Outra alternativa aventada era a doação de um terreno do Estado para o município instalar a agroindústria. Como não houve resposta neste sentido, a Amuceleiro tomou a dianteira: adquiriu a área e a doou à Prefeitura de Bom Progresso. "A comunidade se uniu e segue mobilizada em prol da construção deste Centro Regional. É um espaço de ensino que representará crescimento pessoal e profissional para jovens e adultos do campo, uma oportunidade de desenvolvimento que a região merece e há muito espera. Por isso, seguiremos apoiando este projeto no MDA até um desfecho positivo ", concluiu.

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