Cadastra-se para receber notícias
CPI do Detran

03/06/2008 12:00

Tamanho da fonte

Li, hoje, no blog do Jéferson Miola, uma análise inteligente, recheada de criatividade e ironia sobre o depoimento de Antônio Dorneu Maciel, que tomamos ontem na CPI do Detran. Confiram:

...No que toca às tramóias do Detran, assunto que lhe levou à prisão, ao indiciamento judicial e ao depoimento na CPI, Antônio Dorneu Maciel se posicionou olimpicamente alheio ao assunto, apesar do oceano de evidências e materialidades em contrário. Antônio Dorneu Maciel levou mais de 7 meses para apresentar à CPI um álibi ridiculamente sui generis: a maleta levada ao seu flat recheada de propina era, na realidade, um computador portátil recheado de projetos de boas ações. Um deboche!
Do jeito que as coisas andam na CPI, com a sucessão de anjinhos negando toda e qualquer responsabilidade [isso quando se dispõe a falar], não tardará muito e seremos obrigados a concluir que a tramóia do Detran foi obra dos motoristas do RS!
Como em outra aparição pública [numa entrevista à Zero Hora de 16/11/2007], ontem na CPI Antônio Dorneu Maciel abusou calculadamente de duas personalidades: a da autoridade equiparável às Suas Excelências, um gigante partidário do PP [que porém desconhece a tramóia do Detran]; e a do humano clemente, que pedia aos deputados que olhassem no fundo de seus olhos para verem a pureza de sua vida.
Esta atitude última, de alguém friamente preparado, me faz lembrar a expressão iídiche Chutzpah, desenvolvida por Irvin D. Yalom, em A cura de Schopenhauer [pág.76]:
Ousadia descarada, que em iídiche era Chutzpah, palavra sem uma correspondência exata em outras línguas, mas bem definida na história do menino que matou os pais e depois pediu clemência aos jurados por ser órfão

O texto está no www.birutadosul.blogspot.com

Compartilhe:

  • Facebook
  • Share on Twitter