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Banrisul

18/06/2008 12:00

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O deputado Elvino Bohn Gass (PT) está preocupado com o reflexo das recentes denúncias envolvendo o Banrisul na credibilidade da instituição. Destruir a imagem do banco é uma forma de criar as condições para a privatização, avalia o parlamentar, referindo-se a dois fatos que vieram à tona no último período: o contrato de R$ 24 milhões com a Faurgs e a conversa entre o vice-governador, Paulo Feijó (DEM), e o ex-chefe da Casa Civil Cézar Busatto (PPS). Segundo o relatório preliminar do Tribunal de Contas do Estado, a fundação, contratada pelo Banrisul para desenvolver projetos de modernização tecnológica por um valor de R$ 24,2 milhões, declarou na sua contabilidade uma receita de apenas R$ 6,2 milhões, subtraindo R$ 18 milhões. Já no diálogo mantido com Feijó, Busatto admite que o banco foi usado para financiar campanhas eleitorais. São fatos que vão desmoralizando um órgão público, aponta Bohn Gass.

O petista revelou, ainda, que tem recebido denúncias do Sindicato e da Federação dos Bancários sobre restrições no atendimento ao público. O Banrisul já não atende a todos os cidadãos, indiscriminadamente. Existem limites para o recebimento de títulos, as ´contas' que precisam ser pagas. Há casos de cobrança de tarifas de até R$ 20,00 para receber um título de outro banco e estagiários estão sendo obrigados a orientar as pessoas, que não são clientes, a procurar outras agências, o que enfraquece o banco que deveria ser de todos os gaúchos, argumenta Bohn Gass.

O deputado lembra que na reunião com Busatto, Feijó confirma que o secretário da Fazenda, Aod Cunha, lhe disse ser favorável à privatização do Banrisul a médio prazo. Esta operação está sendo preparada pelo governo Yeda contra os interesses da população gaúcha, que necessita do Banrisul público para fomentar o desenvolvimento do estado, alerta. Ele destaca que o governo tucano já vendeu 43% do capital do Banrisul. Só entre dezembro/2007 e março/2008 foram distribuídos cerca de R$ 86 milhões para os acionistas privados do banco. Este dinheiro poderia estar alimentando o Fundo de Previdência dos servidores, mas o Estado perdeu os recursos depois que a governadora determinou a venda das ações, critica.

A política de aumentar o valor de mercado do Banrisul, mesmo que em prejuízo do seu papel social, também é condenada por Elvino Bohn Gass. Conforme o parlamentar, esta orientação visa a tornar lucrativa uma futura venda da parte pública que resta do Banrisul. As brigas entre Yeda Crusius e Paulo Feijó estão longe de significar diferença de projeto. O modo de agir da governadora e do vice são a síntese de um jeito de governar que ataca e age para desmontar o serviço público, analisa o petista.

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