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Governo Yeda

01/07/2008 12:00

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Passou meio despercebida no Rio Grande do Sul uma entrevista publicada pela Folha de São Paulo dia 14 de junho em que o vice-governador Paulo Feijó deixa no ar uma informação de altíssimo potencial explosivo. E não se trata da fala em que Feijó acusa o governo Yeda de não cumprir suas promessas de campanha. Não. O pavio da dinamite começa a queimar quando a reportagem pergunta se ele tem mais gravações (além daquela da conversa com o Busatto) ou troca de e-mails, inclusive um e-mail que comprometeria o marido da governadora Carlos Crusius. Sem negar, Feijó responde engabelando: Isso não é questão de governo, isso é questão de campanha, pré-governo. A reportagem insiste: - Mas envolvem dirertamente pessoas do governo? O que se segue não é propriamente uma resposta, mas uma ameaça velada: Eu participei da campanha, tinha acesso a todas as informações e tenho diversos e-mails e planilhas sobre isso.
A pergunta, contudo, não pode calar, afinal, se Feijó guarda mesmo um e-mail do tempo de campanha que comprometeria o marido da governadora, este seria, muito provavelmente, o último suspiro de uma administração já bastante combalida pela corrupção e o desarranjo político.
Quanto a resposta de Feijó, bem... ao vice podem se atribuir defeitos como a intolerância, mas não a ignorância. Feijó sabia muito bem o quê estava dizendo e porque manteve o mistério sobre o e-mail que envolveria Crusius.
No vice-governador pode se colar o rótulo da ingênuio político, mas à Folha de São Paulo, jamais. De algum modo, por alguma via, o jornal recebeu a informação sobre o e-email que cita Crusius e Feijó não negou-lhe a existência. Questionado se traria o documento a público como fez no caso da convcersa com Busatto, o vice tangeciou nomanete: Eu passo a ter responsabilidade no momento em que assumi a vice-governança. O fato importante é que um ex-deputado, um ex-secretário da Fazenda e ex-chefe da Casa Civil (Busatto) confirma que faz cinco anos que o PMDB tem como fonte de financiamento o Banrisul, que há uma concessão para que o PP se financie (por meio) do Detran. E ele disse que o Daer (Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem), com suas obras, financiou os nossos governos.
No caso de Busatto, Feijó detonou e saiu quase ileso do estouro. Mas no caso do e-mail, corre o sério risco de ver a bomba explodir em suas próprias mãos.

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