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A casa

30/07/2008 12:00

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Eduardo Laranja, o homem que vendeu a mansão para Yeda, pode ter tido uma dívida graúda perdoada pelo Banrisul. Esta informação chegou à bancada do PT e foi levada nesta terça-feira ao Procurador Geral do Ministério Público de Contas, Geraldo da Camino, para que seja investigada. Em 2006, Laranja ou sua empresa, a Self Engenharia, possuía uma dívida junto ao Banrisul que estaria pronta para cobrança, ou seja, em vias de ser executada. Mas ao invés de pagá-la, Laranja teria sido beneficiado com a inclusão do débito na conta de prejuízos do banco. Em outras palavras, ter-se-ia dado um jeitinho para que o ex-proprietário da mansão de Yeda não precisasse mais pagar a tal dívida.

A se confirmar a informação, a vida de Yeda ficará ainda mais difícil, já que sobre a compra da casa acumulam-se a cada dia novas dúvidas. No final de semana passado, até a Veja passou a desconfiar da versão da governadora. A revista publicou uma proposta de compra e venda onde o engenheiro José Luís Borsatto, em agosto de 2006, oferecia um milhão de reais pela mansão. Yeda diz que a comprou por três quartos deste valor 750 mil reais, meses depois. Para piorar, Veja requenta duas informações que já haviam circulado no Rio Grande do Sul: a de que a casa fora avaliada pela Prefeitura de Porto Alegre em 900 mil reais e que chegou a ser anunciada um tempo antes por 1 milhão e meio, exatamente o dobro do que a governadora alega ter pago.

A pergunta que não quer calar é porque Laranja venderia a casa para Yeda por um preço que era inferior ao que já lhe havia sido oferecido? A explicação pode estar em algum lugar entre a denúncia recebida pelo PT e a frase do próprio advogado de Yeda dita hoje em Zero Hora na tentativa de justificar o negócio da China feito pela governadora: "Laranja estava em dificuldades financeiras, tem contra ele dois processos movidos por instituições financeiras..." Ainda tem?

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