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Yeda = insegurança

27/08/2008 12:00

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Leio na Folha de São Paulo de hoje que o Rio Grande do Sul é o estado que mais verbas recebe do governo federal para a Segurança Pública. São 38 projetos que implicam em repasses da ordem de R$ 122,8 milhões. Se com todo este aporte o nosso Estado já atingiu a trágica marca de 1.000 assassinatos só este ano, fico imaginando como estaria nossa segurança caso não houvesse a ajuda do governo Lula.

É certo que há méritos do ex-secretário de Segurança do Estado,José Francisco Mallmann neste fato. Afinal, como ex-superintendente da Polícia Federal no Estado, ele entende bem o funcionamento da máquina pública e isso deve tê-lo ajudado na confecção dos projetos que, assim, podem ser aprovados com mais facilidade. Mallmann, aliás, saiu pela porta dos fundos. Pelo que sei, a governadora Yeda não tolerou o fato de ter sido surpreendida pela Operação Rodin (aquela cujas conseqüências desmantelaram o seu governo) da Polícia Federal. Talvez considere que Mallmann deveria ter um compromisso de lealdade com o governo maior do que o que mantém com a sua instituição e origem, a PF. Ele escolheu a seriedade e foi fritado.

Méritos também para o Ministro da Justiça, Tarso Genro, que conhece bem as dificuldades financeiras do Estado e sabe do caos instalado na segurança pública.

Enfim, como já acontece na saúde, na agricultura e em várias outras áreas, o governo Lula vem salvando a nossa pátria gaudéria.

E voltando ao Mallmann... Se Yeda estava insatisfeita com um homem experiente como ele na área da segurança, ao nomear um militar com nenhuma vivência prática nesta área, corre o risco de deixar a situação ainda mais grave. É o velho ditado: "Ruim com ele, pior sem ele".

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