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UNIDADE EMBRAPA/FEPAGRO pode DIMINUIR EFEITOS DA SECA na agricultura, diz Bohn Gass

09/12/2011 06:07

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UNIDADE EMBRAPA/FEPAGRO pode DIMINUIR EFEITOS DA SECA na agricultura, diz Bohn Gass

A iminência de mais uma seca na agricultura gaúcha é o principal argumento que o deputado federal Elvino Bohn Gass (PT/RS) levará à direção nacional da Embrapa, na semana que vem, para justificar a instalação de um escritório conjunto da empresa com a Fepagro, na Fronteira Noroeste do Rio Grande do Sul. “Chega de combater efeitos! A seca que arrebenta nossa agricultura precisa é de prevenção. E a pesquisa é o instrumento mais eficaz de que dispomos”.

            Na semana passada, Bohn Gass promoveu um seminário que reuniu, em Santo Ângelo, Waldir Stumpf, diretor nacional de Transferência Tecnológica da Embrapa e Danilo Rheinheimer, presidente da Fepagro. “A ideia de se criar um escritório conjunto foi bem aceita pelas duas instituições. Agora, precisamos viabilizá-la”.

            Segundo o deputado, o fato de a Fronteira Noroeste ser uma das mais afetadas pelas secas no estado, justificam a criação de uma estrutura que possa atualizar o zoneamento agrícola, detalhar os microclimas da região e, assim, melhor orientar os produtores sobre as culturas e os períodos ideais de plantio. “Tomemos o exemplo do milho. A estiagem que se anuncia neste verão, pode comprometer parte da safra. Se houvesse a orientação anterior para que o plantio fosse feito um pouquinho antes, talvez as perdas fossem menores”.

            ATENÇÃO HÍDRICA – Ao tempo em que era deputado estadual no RS, Bohn Gass foi autor do projeto de lei que permitia aos municípios decretarem “estado (situação) de atenção hídrica”. Era mais uma tentativa de garantir ações preventivas à seca. No ano passado, a ideia foi contemplada por uma emenda de Bohn Gass à lei que criou a Política Gaúcha de Mudanças Climáticas. Mesmo aprovada, contudo, a lei ainda espera regulamentação. Só após regulamentada esta lei, os municípios poderão decretar a "situação de atenção hídrica".

O deputado afirma que a ciência já oferece a possibilidade de se saber, de antemão, se haverá estiagem. “Assim, os municípios que conseguirem comprovar, com dados meteorológicos confiáveis, que serão vitimados pela seca, decretarão o Estado de Atenção Hídrica e receberão atendimento prioritário no que se refere à construção de açudes, poços artesianos e em ações da Defesa Civil.” Bohn Gass, agora, estuda a possibilidade de apresentar o mesmo projeto em nível federal. “Sei que, infelizmente, ainda não é bem assim, mas minha vontade é de afirmar que seca não se combate, preveni-se.”

João Manoel de Oliveira – maneco1313@gmail.com – (61) 9303 0591

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