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Transparência?

03/12/2008 12:00

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As últimas semanas foram marcadas pela greve dos professores. O governo Yeda tratou com a sua tradicional truculência e descaso estes nobres funcionários públicos que ganham salários aviltantes. Os professores entraram em greve porque Yeda mandou para a Assembléia Legislativa um projeto de lei que punha em risco, de uma só vez, duas conquistas históricas da categoria: o Piso Nacional e o Plano de Carreira. Pelo projeto de Yeda, o que Lula determinou que fosse o piso da categoria, seria transformado em teto pelo governo gaúcho. Além disso, a justificativa do projeto já anunciava mudanças no Plano de Carreira. Para piorar as coisas e impedir o debate transparente deste tema, Yeda pediu que a tramitação fosse em regime de urgência. Sem alternativas, os professores estaduais entraram em greve. Obtiveram conquistas importantes: Yeda retirou a urgência do projeto e os deputados assinaram um documento se comprometendo em não votar nenhuma medida que retirasse direitos do funcionalismo. Conscientes como sempre foram, os professores decidiram pelo fim da greve. Mas a marca da instransigência do governo tucano veio com o corte do ponto dos professores que aderiram à paralisação. Uma medida típica de um governo que não reconhece a tradição de diálogo entre o magistério e o poder executivo. Lamentável.

Pedágios, assim, não! Outra medida que Yeda quer ver aprovada a toque de caixa é a absurda tentativa de renovar os atuais contratos do Estado com as concessionárias de pedágios. Todo mundo sabe que os contratos, assinados pelo governo Britto, dão todo poder às concessionárias e permitem a cobrança de tarifas abusivas. E que o Estado está de mãos amarradas porque se quiser rescindir estes contratos, terá de pagar uma multa bilionária às empresas. Pois são estes mesmos contratos prejudiciais aos cofres públicos e ao povo gaúcho que Yeda quer renovar com urgência. De novo, sem transparência. Há interesses inconfessáveis por trás desta medida. Sou contra! Radicalmente contra!

Uma família do barulho - Para encerrar por hoje, comento a notícia de que o Chefe de Gabinete da presdiência da Emater, Luís Vial, viajou à Europa para buscar patrocínios para dois eventos da empresa. Gastou quase 50 mi reais e a Emater pagou tudo. Ficou lá por quase um mês em hotéis de luxo, teve carro alugado, combustível e telefone internacional liberado e ainda ganhou diárias em dólares. Voltou sem qualquer patrocínio e só podia acontecer isso mesmo, afinal, a viagem terminou quando os eventos - para os quais alegou ter ido buscar patrocínio - já haviam terminado. Um escândalo! Mas sabe o que é pior? É que Vial se encontrou, na Itália, com sua esposa, Sandra Martini Vial. Isto mesmo: Sandra MARTINI Vial. Ela é irmã do ex-secretário geral de governo de Yeda, Delson Martini, aquele que era citado nas gravações da Polícia Federal como se fosse uma espécie de leva-e-traz entre os quadrilheiros e a governadora. Ô família azarada estes Martinis, não é mesmo? O pai, Delacy, foi envolvido na obscura transação imobiliária do apartamento de Capão da Canoas que Yeda disse ter vendido para poder comprar a mansão na Chácara das Pedras, bairro nobre da Capital. A história, até hoje não está bem explicada. Buenas, não bastasse Delson e Delacy, agora Sandra faz uma viagem e que vai parar na tela da RBS TV como escândalo. Bah!

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