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Saúde

05/12/2008 12:00

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O vice-líder da bancada do PT, deputado Elvino Bohn Gass, saiu entusiasmado da audiência pública realizada na manhã desta sexta-feira (5) no Clube Cultural de Palmeira das Missões, onde foi apresentado um estudo preliminar sobre a viabilidade de construção de um hospital público para atender a população de 72 municípios das regiões Norte e Alto Uruguai. "O hospital é uma necessidade, o estudo preliminar mostra que há viabilidade e, agora, é preciso unir forças para concretizá-lo," disse Bohn Gass.

O estudo preliminar foi apresentado pelo Diretor Administrativo e Financeiro do Grupo Hospitalar Conceição, Gilberto Barichello. "A idéia é que esta região seja auto-suficiente já que, hoje, a população busca serviços especializados em cidades distantes. A avaliação dos indicadores de saúde da região nos mostra que é viável a instalação de um hospital público nesta parte do Estado. O custo estimado seria de, aproximadamente, R$ 100 milhões em construção e equipamentos", disse o diretor do GHC.

Um dados mais significativos apresentados por Barichello: 50% dos partos de moradores da região acontecem em hospitais de cidades como Porto Alegre, Passo Fundo, Santa Maria e Ijuí. A região, conforme o diretor, tem cerca de meio milhão de habitantes, sendo que aproximadamente 400 mil utilizam serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

Yeda precisa fazer sua parte

O deputado Bohn Gass, que tem sido um incentivador do novo hospital, disse já ter recolhido, de organismos federais, manifestações favoráveis à idéia. "Não tenho dúvida de que o governo Lula será o principal parceiro destas comunidades para construir o hospital. Fico na dúvida é se podemos esperar o mesmo da governadora Yeda, já que no orçamento que ela nos apresentou para 2009 foram sonegados cerca de R$ 900 milhões que deveriam ir para a saúde," analisa o parlamentar.

Bohn Gass afirma que, para viabilizar o novo hospital, será preciso um compromisso de todas as prefeituras da região e dos governos estadual e federal já que, segundo ele, "uma instituição de saúde pública com 180 leitos e que conte com especialidades como UTI neo-natal, ortopedia e bloco cirúrgico como a que estamos pensando para esta região tem um custeio muito alto".

A Comissão Pró-Hospital Regional vem mantendo reuniões periódicas com a participação de deputados, prefeitos, vereadores, entidades de classe, sindicatos, universidades e estudantes. Do encontro desta sexta-feira resultou um documento assinado por todos, estabelecendo a construção do hospital como prioridade absoluta da região. Em janeiro, com a presença dos prefeitos eleitos e seus respectivos secretários de saúde, a Comissão deve realizar uma nova audiência, desta vez em Frederico Westphalen, para dar continuidade ao processo.

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