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Nível de suspeição insuportável

25/02/2009 12:00

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As suspeições sobre o governo Yeda estão atingindo níveis insuportáveis. Penso que não pode pairar sobre o povo gaúcho - e nem sobre a própria administração estadual - uma espada desse tamanho. O que está em jogo é o futuro de um governo e, por consequência, as políticas públicas que mexem com a vida dos homens e mulheres do nosso Estado.

As denúncias que o PSOL apresentou na semana passada, colocam Yeda como parte de uma quadrilha que já vinha atuando no governo passado e que teria sido autorizada por ela a continuar se locupletando com dinheiro público. Preciso admitir que tais denúncias fazem lógica com as informações que obtive ao longo do trabalho da CPI do Detran. O episódio da casa, por exemplo: eu nunca engoli a história de que uma mansão daquelas, que havia sido anunciada por mais de 1 milhão, tivesse sido negociada por quase a metade do preço. Daí que se for verdade que os arrecadadores de Yeda teriam entregue, como diz o PSOL, mais 400 mil em dinheiro para completar o pagamento da residência, estaremos diante de um fato gravíssimo, que comprometeria definitivamente a governadora.

Nós, do PT, temos completa discordância do modo como Yeda conduz sua administração. E, a partir da CPI, ficamos convencidos da participação de alguns figurões do governo na quadrilha que assaltou o Estado. Mas nem tudo foi esclarecido. Restaram muitas dúvidas. Foi por isso que nosso voto representou pela investigação sobre a própria governadora e alguns de seus mais próximos colaboradores que não estavam incluídos entre os réus da Operação Rodin. Delson Martini e Marcelo Cavalcanti, por exemplo. Agora, as novas denúncias reforçam a tese de que a investigação sobre estes senhores, e sobre Yeda, eram mesmo indispensáveis.

Não para comprovar as suspeitas ou as teses de A ou B, mas para que o povo gaúcho, a partir de um trabalho sério de investigação, tenha certeza de que, no Palácio Piratini, há um governo, não uma quadrilha.

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