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Mais Alimentos

10/03/2009 12:00

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No que depender do presidente Lula, o programa federal Mais Alimentos passará a abranger também os setores de suinocultura, avicultura e pecuária familiar do País. A boa notícia foi anunciada, em Brasília, pelo coordenador nacional do programa, Francisco Hercílio Matos, durante audiência com o deputado Elvino Bohn Gass (PT), representantes dos setores beneficiados e o superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) no RS, Nilton Pinho de Bem, na manhã desta segunda-feira (9). A medida atende à solicitação do parlamentar, apresentada ao Ministro Guilherme Cassel, durante reunião na capital federal, no mês passado. "Tivemos uma vitória importante. Um grande gesto de um governo que, desde o começo, se mostrou sensível a situação dos nossos produtores", reconheceu o líder petista.

Segundo Bohn Gass, a ideia é permitir que os produtores destes três importantes setores da agricultura brasileira possam utilizar financiamentos de até R$ 100 mil permitidos pelo programa para fortalecer a produção frente à crise. No caso da pecuária familiar, só no RS, o setor envolve 45 mil famílias, que utilizam mão-de-obra estritamente familiar, adotam níveis tecnológicos de baixo impacto ambiental em áreas inferiores a 300 hectares. "Pecuaristas familiares, historicamente, foram excluídos das políticas públicas. Só a partir deste governo, foram incluídos no Pronaf e, agora, recebem um incentivo importante para a manutenção de uma atividade que tem enorme potencial", ressaltou.

Presidente da Associação dos Suinocultores do RS, Valdecir Folador, comemorou o que considera uma "grande conquista" para a suinocultura gaúcha. Segundo ele, o setor responde pela produção de 45% das exportações de carne suína do Brasil, mas os produtores sofrem com a baixa rentabilidade da atividade. "A possibilidade de fazer a adaptação da propriedade às leis ambientais com financiamento do Mais Alimentos já é um item que vai favorecer um grande número de suinocultores", destacou.

Outro importante avanço anunciado pelo coordenador nacional do Mais Alimentos foi o aumento da renda bruta anual máxima permitida. No caso da suinocultura, serão R$ 286 mil por produtor.

A medida será votada no próximo dia 26 de março, no Conselho Monetário Nacional. Antes da regulamentação, porém, Bohn Gass entrará em contato com representantes dos três setores e do MDA. "Vamos conversar com os setores para garantir que esta inclusão se faça de modo a beneficiar o maior número possível de agricultores", finalizou o deputado.

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