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Corsan

10/03/2009 12:00

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O líder do PT na Assembléia, Elvino Bohn Gass, vai solicitar que a Comissão de Serviços Públicos encaminhe um pedido de informações ao governo estadual sobre os credores da Corsan. Segundo o deputado, a bancada petista quer uma relação completa das empresas que prestaram serviços à companhia, mas não receberam a quantia estipulada no contrato. Se a Corsan é uma empresa com dívidas, o lucro anunciado ontem pela governadora é fictício, uma operação semelhante à montada pelo Palácio Piratini para divulgar o déficit zero, observou o parlamentar.

Segundo Bohn Gass, o fato ocorrido nesta segunda-feira (9), quando o presidente da estatal foi rendido em seu gabinete por um prestador de serviços e obrigado a pagar uma dívida de R$ 183 mil, expõe a fragilidade da contabilidade tucana. Atolada em denúncias, a governadora está tão desesperada para divulgar fatos positivos que esquece que antes de comemorar lucro, superávit e déficit zero, é preciso pagar as contas, garantir investimentos e cumprir a Constituição, destacou.

O deputado também lembrou o grande número de prefeituras insatisfeitas com os serviços da Corsan que resistem em renovar o contrato com a companhia. Ora, se a gestão da empresa fosse boa, como afirma o governo do Estado, as prefeituras não hesitariam em revalidar o convênio. Mas não é isto que está acontecendo, apontou Bohn Gass. Ele ainda indicou outra contradição, desta vez entre o balanço oficial da empresa e as informações divulgadas pelo governo. No balanço, há referência ao aluguel de 450 veículos. Mas o governo noticiou a compra de 450 veículos, outra operação de ficção, argumentou.

Para o deputado, o verdadeiro fato relevante envolvendo a Corsan ocorreu na última sexta-feira (6) quando, após realizarem um seminário, os funcionários da companhia divulgaram uma nota denunciando várias irregularidades que vão desde problemas de segurança no trabalho e falta de pessoal até o baixo índice de investimentos em saneamento ambiental. Além disso, desde que as regionais perderam autonomia financeira para executar obras na rede, a situação em alguns locais do interior é de muita precariedade. Bem, sem contratar, sem fazer novos investimentos e sem fazer a manutenção da rede é fácil ocupar as manchetes dos jornais com números irreais, criticou o petista.

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