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Bento Gonçalves

14/03/2009 12:00

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O imobilismo do governo Yeda Crusius para proteger o povo e a economia gaúcha frente à crise financeira mundial e a sucessão de denúncias contra a gestão tucana mobilizaram a bancada do PT a intensificar, no interior do estado, o debate sobre mecanismos capazes de resguardar o Rio Grande dos efeitos dessa crise gerada pelos países centrais. Na manhã deste sábado (14), o líder da bancada, deputado Elvino Bohn Gass, se reuniu com lideranças, vereadores, prefeitos e militantes em Bento Gonçalves, no encontro da Regional PT Serra.

A Executiva do PT RS e a bancada estadual visitarão todas as regionais do partido para apresentar alternativas à crise, revelou o parlamentar, ao salientar o propósito de maior interação da bancada com militantes e lideranças do interior do estado.

Bohn Gass ratificou suas críticas à política do déficit zero, que cortou verbas da saúde e da educação. Ele também disse estar preocupado com as denúncias de corrupção, envolvendo a gestão de Yeda e citou o desvio de R$ 44 milhões dos cofres públicos, apontado pela Operação Rodin. Lembrou ainda da Operação Solidária, cujo rombo chega a R$ 400 milhões, e dos fatos apresentados, na sexta-feira (13), pelo ex-ouvidor-geral de Segurança Pública, Adão Paiani, a respeito de grampos usados ilegalmente para chantagens entre integrantes do próprio governo estadual.

Segundo Piani, o chefe de gabinete da governadora, Ricardo Lied foi um dos gravados. É muito grave o que estamos vendo, advertiu Bohn Gass, que levará o caso à análise da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e à CPI dos Grampos, no Congresso Nacional.

Retrato da crise

A síntese sobre a crise financeira mundial ficou ao encargo do economista Sérgio Kapron, chefe de gabinete de Bohn Gass. Vivemos um momento diferenciado. Temos a oportunidade de fazer um debate público, mostrando as contradições do capitalismo, que é uma economia de crise. A lógica do neoliberalismo - globalização, livre-comércio, livre-mercado e Estado mínimo - desmoronou.

Brasil

Para Kapron, ao investir na infra-estrutura, no aumento do salário mínimo, na habitação, no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), entre outras medidas, o governo Lula está no caminho certo. Este é o mecanismo para o país crescer, pontuou, acrescentando que, em recente palestra na capital gaúcha, o economista Paul Singer afirmou que em épocas de crise, os governos têm que gastar mais do que arrecadam. E a governadora Yeda segue na contramão.

O déficit zero é uma peça de retórica. Ela cortou mais de R$ 1 bilhão na saúde e na educação e, como neoliberal, não sabe o que fazer para resguardar a economia gaúcha diante da crise financeira mundial, arrematou, detalhando as propostas do PT para enfrentar a crise.

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