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Arapongagem

17/03/2009 12:00

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O líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa, Elvino Bohn Gass, considera inadmissível que a solução encontrada pelo governo do Estado para abafar as denúncias do ex-ouvidor Adão Paiani seja a extinção da ouvidoria da Secretaria de Segurança Pública. Ao trazer para o controle de seu gabinete aquilo que seria uma ouvidoria geral, a governadora está ferindo de morte a autonomia da ouvidoria da Segurança. E a autonomia é fundamental para que este trabalho tenha conseqüência, frisou na tribuna na tarde desta terça-feira (17).

Para o líder petista, não há nada esclarecido em relação às denúncias apresentadas pelo ex-ouvidor, envolvendo escutas ilegais e violação do Sistema Guardião. Se o ex-ouvidor estiver mentindo, como manifestou o Ministério Público, quem deve explicações à sociedade é a governadora. Terá que dizer porque manteve um mentiroso como ouvidor durante dois anos, apontou.

Contrariando a versão oficial do Palácio Piratini, Bohn Gass sustentou que não há onda de denuncismo no Rio Grande do Sul. O que existe, segundo ele, é um governo que não consegue passar uma semana sem suscitar novas e maiores suspeitas. Lembrou que muitas das denúncias que atingem o Executivo não partiram da oposição, mas de pessoas próximas à cúpula tucana, como é o caso de Paiani. A governadora se restringe a dizer que há uma onda de denuncismo, sem dar qualquer explicação sobre os fatos. Nem ao mesmo explica porque não interpela judicialmente o PSOL, que afirmou que há uma quadrilha instalada no Piratini.

Na avaliação do deputado, há aspectos na denúncia do ex-ouvidor que são graves e que precisam ser investigados. O petista se refere ao conteúdo das gravações que, segundo o ex-ouvidor, oferece elementos que podem configurar crime contra a administração pública, crime eleitoral, favorecimento e chantagem, além da violação do Sistema Guardião.

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